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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Todo apoio ao Mídia Periférica

O editor-chefe do blog Mídia Periférica, Enderson Araújo, denunciou abusos de policiais militares na Bahia, sofreu ameaças e deixou Salvador, alegando temer pela própria vida. Ele está em local desconhecido. A Superintendência de Direitos Humanos da Bahia e a Secretaria Nacional de Juventude acompanham o caso.
Araújo diz ter sido abordado por um policial militar ao sair de uma padaria no último dia 9. “Ele disse que era melhor eu segurar o dedo e parar de escrever porque ficaria sem segurança”, recorda. Para o ativista em direitos humanos, a ameaça foi motivada por uma matéria dele publicada na revista Carta Capital sobre recentes ações da Polícia Militar (PM) em Salvador, que deixaram 15 jovens negros mortos em três dias.
Na madrugada do último dia 6, a PM matou 12 jovens no bairro do Cabula, em Salvador, após uma troca de tiros. A polícia matou dois jovens no bairro de Cosme de Farias no dia seguinte (7) e mais um jovem no bairro Sussuarana, onde Araújo vive, no dia 8. O blogueiro também publicou um vídeo em que policiais ordenavam a dois jovens que tirassem a roupa para facilitar a revista durante a operação em Sussuarana. “O vídeo e a matéria [publicados] em um veículo de circulação nacional, questionando os métodos da PM, irritaram alguns policiais.”
Em todos os casos, a Polícia Militar da Bahia alega que as mortes ocorreram porque as pessoas demonstraram resistência à abordagem e que parte dos mortos tinha passagem por roubo, tráfico de drogas, posse de explosivos e de armas de alto calibre. Movimentos sociais questionam a versão e alegam que a maioria dos mortos é jovem, pobre e inocente.
Araújo acionou a Superintendência de Direitos Humanos da Bahia e o governo federal, por meio da Secretaria Nacional de Juventude e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Ele recebeu a oferta de entrar no programa de proteção a testemunhas, mas recusou a proposta. “Não posso abandonar meu trabalho de militância e de articulação. Se entrasse nesse tipo de programa, seria silenciado para sempre.”
O Ministério Público Federal está acompanhando as investigações. Araújo defende uma perícia externa dos corpos. “A Polícia Militar da Bahia já fez uma perícia, mas o ideal seria que o governo federal entrasse na investigação”, informa. Até agora, o único caso de ameaça explícita ocorreu com Araújo, mas o blogueiro acredita que o número de ativistas coagidos seja maior. “A polícia monitora as redes sociais e os telefones dos ativistas. Certamente, mais pessoas foram acuadas nos últimos dias, mas não denunciaram por medo.”
A presidenta do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra da Bahia, Vilma Reis, cobra que a PM baiana investigue a ameaça ao blogueiro de forma imparcial. “Coações como essas são inaceitáveis no Estado Democrático de Direito. O serviço de inteligência da polícia tem de funcionar para investigar a polícia”, diz.
Vilma relata que as mães dos jovens mortos no bairro do Cabula ouviram provocações de policiais durante manifestação na última quinta-feira (12). “Agentes se infiltraram no protesto e insultavam as mães. Tivemos de pedir ao comandante [da operação] que retirasse os agentes do meio da manifestação para evitar um confronto.”
O secretário nacional de Juventude, Gabriel Medina, diz que o governo federal, embora não esteja oficialmente envolvido na investigação, está monitorando o caso. “É importante ressaltar que, enquanto a investigação não acabar, não estão confirmadas as chacinas porque a Polícia Militar alega auto de resistência. Estamos em contato permanente com a rede de ativistas, aguardando o desenrolar da história, e o Conanda [Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente] soltou uma nota expressando a preocupação com as mortes em Salvador.”
Agência Brasil entrou em contato com a Polícia Militar da Bahia, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem. A superintendente de Direitos Humanos do estado, Anhamona de Brito, disse que, recentemente, esteve com Araújo e ouviu seus relatos sobre as ameaças. Segundo ela, o governo da Bahia está analisando o caso e tomando as providências cabíveis.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2015-02/ativista-que-denunciou-abusos-de-policiais-militares-na-bahia-sofre-ameaca

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Encerramento Circuito de Exibição NCA 2014

E foi assim, os filmes circularam.
Agradecemos à todos que compareceram e aos espaços que nos receberam, nosso abraço.
Voltar a participar e promover exibições nos reanimou uma prática que por algum tempo estávamos mais distantes, e nos redimensionou no universo cineclubista. Os desafios e as delícias de levar a produção popular de encontro ao seu público.
Os filmes continuarão a circular, mas por hora sem uma agenda definida.

Dá uma sacada nas imagens...

Cinema na Laje (Sarau da Cooperifa)


Sarau do Binho


Espaço Cultural Humbalada


Sarau da Roça


Mostra Marginal de Curtas (Guarulhos)

Cineclube Porra Nenhuma Filmes - São Bernardo do Campo


Projeto Clamarte (Oficina mecânica do poeta Casulo)

CEDECA Interlagos




Fotos de Paulo Emilio Pucci, Daniel Fagundes, Caio, Armand Guerra e André Bueno.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Circuito de Exibição NCA - 2014

Salve povo,

é com satisfação que consideramos aberto o circuito de exibição NCA 2014.

E como é a nossa cara desde sempre, o filme tem de ir aonde o povo está, logo nossas salas alternativas nas quebradas à fora é que serão nossos tablados audiovisuais, palco da incompletude de nossas criações, praça pras nossas conversas regadas de sanha e afeto que dão sentido ao nosso incansável corre com a produção de cinema e vídeo popular.
Nesse pequeno panorama dos últimos 5 anos de produção do grupo temos como espaços exibidores oficina mecânica, laje, ocupações, espaços culturais, teatros populares, saraus e também salas de escolas e universidades que comungarão conosco um cardápio composto por curtas, médias e longas, mesclando trabalhos atuais e um mais antigo o "Videolência" em uma versão remasterizada. Trabalhos feitos com muita gana graças a parcerias de vida e arte com diversos camaradas do video popular e com as irmãs Capulanas Cia de Arte Negra, com os aliados do Ballet Afro Koteban e com os manos do Imargem, desde já agradecemos a paciência e a confiança. O convite está feito, é só chegá, nos 4 cantos de São Paulo, centro e região metropolitana. A maioria dos espaços contará com a presença dos realizadores para discutir os processos de produção e os temas abordados nas produções.


Filmes:

Videolência – Doc/Fic – 59min - Direção coletiva NCA/2009.

Sinopse: Trabalho realizado em 2009 e remasterizado em 2013. Aborda

questões como vigilância, opressão midiática e sustentabilidade de produções

independentes pela voz de diferentes grupos de produção de vídeo popular.

Dentre eles o CineBecos, o Cinescadão e o Filmagens Periféricas de São Paulo.

Além do Cinema Nosso (RJ) e do Coletivo Artemanha (BA).


Djandjuma: Nossa Essência - Doc - 37min – Direção coletiva NCA/2012.

Sinopse: Um olhar sensível e aproximado sobre o trabalho de pesquisa dos ritmos

do oeste africano desenvolvido pelo Ballet Afro Koteban, em excursão com um

espetáculo que celebra a cultura mandingue, passa por diversos pontos das

periferias paulistanas comungando e conclamando a essência africana que resiste

nos espaços mais oprimidos da cidade.


Sangoma - Doc - 54min – Dir: Daniel Fagundes/ NCA - 2013.

Sinopse: Uma casa é a morada de 5 mulheres ancestrais que tem em comum

a busca pelo processo de cura física e espiritual, a superação do racismo e o

compartilhamento de uma nova vida. Esse é o enredo do espetáculo da Cia

Capulanas de Arte Negra que somado à depoimentos de especialistas e imagens

de arquivo, constituem uma discussão aprofundada à cerca da origem dos

problemas de saúde que mais acometem a população negra.


Das rosas que falo – Doc – 8min – Dir: Daniel Fagundes e Paulo Emílio

Pucci / NCA – 2014.


Sinopse: Um dia regado de flores, poemas, amores e desafetos. O 8 de março em

Recife.


Cartograffiti – Doc – 28min – Dir: Daniel Fagundes (NCA) e Mauro Neri

(Imargem) – 2014.


Sinopse: O documentário é o registro do processo de mapeamento da cidade por

meio do graffiti realizado pelo coletivo Imargem. Discute a apropriação dos muros

da cidade, dos lugares e dos não lugares onde se permite que os grafiteiros,

pichadores e demais atores sociais se expressem visivelmente. Os conflitos e

parcerias com o poder público, a publicidade e o cinza, quem apaga e quem pinta.

Enfim, o que queremos e podemos ver na cidade.


No cartaz à baixo a maioria das datas e locais:




Espaços e agendas a mais:


Dia 14/06:

Biblioteca Viriato Corrêa (Mostra 10 anos do VAI)

Endereço: Rua Sena Madureira, 298 – Vila Mariana

(entre as estações Vila Mariana e Santa Cruz do metrô)

Exibição do filme:

Videolência

Horário:15hs


Dia 05/07:

CEDECA-Interlagos

Endereço: Rua Nossa Senhora do Nazaré, 51 – Cidade Dutra

(Evento de graffitagem da fachada do CEDECA)

Exibição do filme:

Cartograffiti

Horário:19hs