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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O Brasil da música - Segundo ato



O programa de hoje traz o ácido poeta da modernidade "BNegão".
A canção apresentada chama-se Prioridades e é uma porrada
na mentalidade que insistimos em alimentar hoje, uma reflexão
histórica que nos faz pensar onde chegamos quanto humanidade
e que valores temos esquecido na andança dos dias!
O refrão instiga "Priorize as prioridades, priorize o que fará diferença na sua passagem".
Uma sonzera importantíssima que na minha opinião é obra das mais qualificadas na construção de uma crítica à contemporaneidade.
BNegão tem um pensamento politico forte e após 4 discos lançados ao lado dos camaradas do Planet Hemp, resolveu lançar seu projeto solo. Para isso juntou-se à banda Seletores de Frequência e lançou em 2003 o sensacional Enxugando Gelo, que traz as letras de BNegão aliadas a um som que mistura rap, hardcore, samba, dub e funk.
Tá em copyleft e é fácil de encontrar pra baixar gratuitamente na net.
Então fiquemos com “Prioridades”



Prioridades
(Letra: Bnegão)

Paz não se pede, paz se conquista
E não será com guerra pois guerra-santa não existe, não insista
Guerra-santa, paz satânica? Acho que não
Permita-me lembrar o que disse avatar mais notado da história da nossa esfera: “não sobrará pedra sobre pedra”
Pois se querem mesmo a paz, porque as armas continuam a ser fabricadas em massa em nossa era?
Tudo nesse mundo é emprestado, não faz sentido algum então ficar apegado, agregado ao que não te leva mais além, não te deixa sossegado
Pois se a liberdade hoje se parece com 1 cigarro ou com o carro mais potente do mercado
Me desculpe, mas as bolas foram trocadas bem na sua frente
E você nem se tocou; pagou, comprou, levou assim mesmo o seu atual presente: felicidade completa como uma boca sem dente, tão libertário quanto uma bola de ferro com corrente algemada aos seus pés.
Eu digo: crescimento econômico não gerará paz na terra, já que a estatística do lucro não leva em conta a miséria. Também pudera: Miséria de alma gera miséria humana, nada mais, nada menos que o reflexo da nossa atmosfera interna
Supunhetemos, hipotéticamente, então, distribuição ecumênica de renda e informação, os primeiros passos de evolução nesse plano, além de iluminar com sapiência divina parco conhecimento humano
Pois nessa época de carro na frente dos bois; supérfulo na frente, necessidade depois
Nossa capacidade de enxergar a realidade vale mais do que a riqueza de mil cidades
PRIORIZE AS PRIORIDADES, AMIZADE
PRIORIZE AS PRIORIDADES, CUPADI
PRIORIZE AS PRIORIDADES, CAMARADAGEM
PRIORIZE O QUE FARÁ DIFERENÇA NA SUA PASSAGEM
Somos atores que vestiram a carapuça e se confudiram com seus personagens; auto-sabotagem
Esmagamos a nós mesmos com nossa auto-imagem
A tal da ego-esclerose como diria o professor Hermógenes
Mas veja bem, não tô aqui numa de inquisidor pois como se diz: “Hoje pavão, amanhã espanador”
Nos encontramos no mesmo titanic
Até o último minuto, você me pede que fique, eu digo que fico,
Porém me confudir com um fanático religioso é o mesmo que confudir remédio pra micose com pó-de-mico
Osmose é como classifico quase que de vez em sempre o comportamento humano: o que quase todos fazem é o certo, o resto é pura viagem, ledo engano
Então é isso: living la vida tosca! No acordo, o chifrudo entra com a pemba, o mundo inteiro entra com a rosca
Pede a Deus que te livre das moscas, mas não pensa em nenhum momento em limpar realmente a sua casa; para com esse tipo de atitude eu faço como Tim Maia, o mestre, fazia quando queria passar o lima nos seus shows na gringa: “Send the lima!”
Pois nessa época de carro na frente dos bois, o que é necessário não pode ser deixado pra depois
Nossa capacidade de enxergar a realidade será nosso passaporte de liberdade (off de babylon)
REFRÃO
Nosso maior inimigo somos nós mesmos
Reféns de nossa própria ignorância (ignorância da própria)
Orgulho, às vezes o que o espelho mostra é duro de ver
Admitir que o que tu critica é bem parecido com você
Realidade que choca, mudança de comportamento tão lenta quanto uma tartaruga judoca
Corpo sem alma é como um vinil que não toca
Na real, a gente é como o sol, não nasce nem morre, só sai do campo de visão normal
E como ele, energia eterna, irmão
Transição de milênio, reta final 100%
Os dias passam na velocidade de 1 pavio de bomba aceso…

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mostra Com a palavra: a imagem - na Fundação Dixtal‏

Horário: 6, 10, 20 e 27 de outubro 2009 às 19:00
Local: Fundação Dixtal - Rua Geraldo Fraga de Oliveira - Jd. São Luís - SP - zona sul

Descrição do evento:
O ato de ver só se manifesta ao abrir-se em dois” (Didi-Huberman)

É isso o que propomos, a possibilidade de compartilharmos a imaginação, desdobrarmos em quatro e já que o ato de imaginar é originário da imagem, vamos flutuar com os pés no chão agarrados nela, a cristalização da palavra, o rabisco da imaginação.
A mostra propõe a “arte do encontro” entre autores e peças audiovisuais pautadas na literatura. Uma atividade da Fundação Dixtal em comemoração ao12 de outubro, Dia Nacional da Leitura.

Dia 06 de outubro às 19 horas.

Exibição:
Narradores de Javé.
Homo Erectus
Tá me ouvi-vendo?

Bate-papo com:
Marcelino Freire e Rogério Pixote.

Dia 20 de outubro às 19 horas.

Exibição:
Mutum

Bate-papo com:
Binho e Serginho Poeta

BICICLOTECA
Traga seu livro para doar ou trocar com a Bicicloteca, uma bicicleta que circula com livros num caixote, trocando e emprestando livros com as pessoas em suas casas ou espaços públicos, como pontos de ônibus.


Dia 27 de outubro às 19 horas.


Exibição:
Cartas da Mãe

Bate-papo com:
Fernando Kinas

Local:
Fundação Dixtal – Rua Geraldo Fraga, 624 – Jardim São Luís – zona sul de São Paulo.


Itinerância:

Dia 10 de outubro às 18h30.


Exibição ao ar livre:
O Menino Maluquinho
Local: Cine Favela
Travessa Ibirapuera, entre a Rua Macedônia Fernandes e a Rua Pinhal Velho - Jardim Ibirapuera.



Sinopses

NARRADORES DE JAVÉ
Direção: Eliane Caffé
Nada mudaria a rotina do pequeno vilarejo de Javé se não fosse o fato de cair sobre ele a ameaça repentina de sua extinção: Javé deverá desaparecer inundado pelas águas de uma grande hidrelétrica. Diante da infausta notícia, a comunidade decide ir em defesa de sua existência pondo em prática uma estratégia bastante inusitada e original: escrever um dossiê que documente o que consideram ser os "grandes" e "nobres" acontecimentos da história do povoado e assim justificar a sua preservação.

TÁ ME OUVI-VENDO?

Direção: Rogério Pixote
Realização: CineBecos
Vídeo com eixo no texto Trabalhadores do Brasil, de Marcelino Freire em diálogo com os filmes Terra em Transe e Di-Glauber, de Glauber Rocha.


HOMO ERECTUS
Direção: Rodrigo Burdman
Animação feita por Rodrigo Burdman num conto de Marcelino Freire. Locução de Paulo César Pereio. São Paulo, Brasil 2009.


CARTAS DA MÃE

Direção: Fernando Kinas
Cartas da mãe conta uma parte da história recente do Brasil através das cartas que o cartunista Henfil escreveu para sua mãe, Dona Maria. Estas cartas, breves crônicas sobre a situação brasileira nos tempos da ditadura militar, dialogam com imagens atuais do Brasil. Artistas, políticos e amigos de Henfil – entre eles o escritor Luis Fernando Veríssimo, os cartunistas Angeli e Laerte, o jornalista Zuenir Ventura e o Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva – dão depoimentos inéditos sobre a vida de Henfil, que morreu em 1988. Animações de seus cartuns complementam este documentário que, ao relembrar a vida e a obra de Henfil, tenta refletir sobre o Brasil dos nossos dias.


MUTUM
Direção: Sandra Kogut
Mutum é um local isolado do sertão de Minas Gerais, onde vivem Thiago (Thiago da Silva Mariz) e sua família. Thiago tem apenas 10 anos e, juntamente com seu irmão e único amigo Felipe (Wallison Felipe Leal Barroso), é obrigado a enxergar o nebuloso mundo do adultos.

- Mutum é baseado na história de Miguilim, da novela "Campo Geral", de João Guimarães Rosa.


O MENINO MALUQUINHO
Direção: Helvécio Ratton
As travessuras de um garoto de classe média que, juntamente com seus amigos, participa de corridas de carrinho de rolimã e diversas outras brincadeiras. Maluquinho, um menino travesso da classe média, adora brincar e pregar peças nos amigos, mas sofre quando seus pais se separam. Mas aí aparece o Vovô Passarinho, que o leva para umas férias na fazenda, onde vive agitadas aventuras.

Fórum Social Sul no Sacolão

Vamô chegá povo, educação popular em debate!!!