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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Caminho Alternativo

Em 6 anos de caminhanda nós do NCA fizemos valer mais do que nunca aquele ditado que diz que “o caminho só se faz caminhando”. Não por acaso nossa ancia em produzir videos vem num percurso comum a de vários outros coletivos, a busca pela auto representação, ou seja, o discurso que busca fazer frente à uma mídia coorporativa que constroi um imaginário deturpado sobre as camadas populares da sociedade. Uma imagem que denuncia de dentro do olho do furacão as injustiças perpetradas contra as populacões de periferia, uma imagem que promove os valores da cultura produzida nas quebradas. Enfim uma imagem que supostamente geraria identificação e pertencimento entre os “iguais”. Já que eram jovens que comungavam da mesma realidade vivida pelos personagens os que estavam ali atrás das câmeras e a frente dos mesmos a sua própria história.
Hoje fazendo uma avaliação do que mudou em nossos objetivos depois desse periodo, percebo que poucas coisas de fato foram radicalmente alteradas. A não ser a fisionomia dos integrantes, já não tão jovens quanto antes e as responsabilidades acumuladas pelo tempo, filhos, trabalho, sobrevivência, etc. Mas o tempo também trouxe sabedoria, o principal detalhe foi aprender a fazer as perguntas certas nos momentos certos, ouvir mais e ser menos ingênuo, afinal mesmo dentre os iguais existem diferenças gritantes.
Porém vale dizer que pequenas alterações na perspectiva da condução do trabalho geraram grandes mudanças e fundamentalmente, nos valeram novas e mais complexas perguntas e posicionamentos. Creio que a mais ponderosa questão que ainda paira em nossas cabeças e que estamos nos esforçando para dar conta é a identidade, pois reside nela, a nosso ver, a principal contradição da capacidade de cumprimento do velho objetivo de auto-representação, afinal representar o que? Quem?
A primeira grande pergunta que veio ao nosso debate, não à toa foi: -O que é periferia? Perguntinha tinhosa que nos acompanha até hoje, mas que nos levou a novos estágios de percepção da realidade sócio-cultural à qual estamos inseridos. Primeiro por que percebemos que não se trata apenas de uma questão geográfica, mas também econômica, cultural e social. Isso, é claro, somado a uma violenta mentalidade psíquica da noção de periferia.
À partir dessas constatações novas perguntas foram sendo geradas, como: -Que imagem então representa essa periferia? Quem pode ser considerado periférico? Qual a diferença entre video periférico e Vídeo popular? No que esse video se difere da produção comercial de Tv e Cinema? O que queremos? Como buscaremos efetivar nossa querência? Até que chegamos a uma profunda crise de identidade gerada pela pergunta: -Quem somos nós?
A primeira vista parece uma daqueles idagações existêncialistas já abordadas por um milhão de grandes pensadores no decorrer da história, buscando uma resposta que dê conta de homogeneizar a civilização. Mas não, era um pouco menos pretensa a nossa pergunta e se referia aos membros do próprio grupo, de onde viemos, quem são nossos amigos, por que fazemos o que fazemos, quem é nossa família, qual nossa relação com o território onde nascemos e crescemos? Daí a dura constatação não sabíamos quem de fato eramos históricamente, que circuntâncias nos levaram as condições de vida que temos hoje, que lutas foram travadas antes de nós, que matrizes compuseram nossas familias. Sabiamos apenas informações rasas sobre nossa árvore genealógica composta por: Negros, índios, portugueses, alemães, espanhóis, e uma porção de combinações entre estes. Não tinhamos informação suficiente para compreender o panorama das derrotas e conquistas computadas pela história do nosso povo antes de nós, mas percebemos drásticamente que eramos as primeiras gerações de nossas famílias que estavam tendo acesso ao ensino superior. Compreendemos então que tinhamos responsabilidades, mas não deviamos nos punir com o veneno paralisante da culpa. Deste ponto à diante o que nos restou foi avaliar os erros e acertos e tocar o barco.
Assim sendo percebemos que sem querer querendo, já praticavamos muito do que intuitivamente buscavamos, e era nosso trabalho efetivado até então que demonstrava isso.
O trabalho com acervo através da Videoteca Popular nos colocou em contato com a memória do cinema e video de outras épocas e possibilitou que outras pessoas da região ou não, tivessem esse mesmo previlégio. Com exibições públicas percebemos a importância da crítica e da troca com o público espectador, que quase nunca tinha o direito de colocar suas impressões sobre as produções audiovisuais que normalmente tinham acesso. Mas foi por meio da produção de nossos videos que tivemos talvez a maior das experiências, pois com a produção de documentarios aprendemos a pesquisar, por meio das produções de video-arte aprendemos a experimentar linguagens e formatos diversos.. Com os exercícios de ficção nossa imaginação e capacidade de organização foram se aprimorando. E ainda houveram as experiências de formação, onde ministramos oficinas e nos dispomos a aprender e ensinar no processo educativo. Ou seja, mesmo inconsciêntemente estavamos no caminho.
Um fator essêncial que nos ajudou a crescer foi a avaliação de nossos trabalhos e nosso posicionamento politico. Muitas vezes fomos questionados sobre o resultado de nossas ações e muitas vezes também nos foi cobrado participação nas construções coletivas que questionavamos. E aos trancos e barrancos tentamos sempre dialogar e efetivar nossa posição. Admitindo alguns erros e legitimando outros. Uma das maiores questões que hoje nos deparamos no campo politico diz respeito as metodologias que vem sendo aplicadas históricamente na mobilização popular e na efetivação do trabalho artístico.
Há centenas de anos nossa história vem sendo contado por uma única perspectiva e toda a questão em torno da identidade não está descolado desse fator. Por conta disso uma crítica começou a nos fazer todo sentido. Percebemos que mesmo as estratégias de luta e organização popular eram também as mesmas buscadas históricamente como unica saída para o enfrentamento do capitalismo e seus desdobramentos. Nessa busca por compreender as nossas matrizes e a formação do povo brasileiro e a relação direta com os territórios de periferia, percebemos que na teoria marxista o ideal de mudança de sociedade era também o que buscavamos, mas as formas pela qual a maioria dos grupos buscavam sua prática não nos agradava. Primeiro pela arrogância em considerar o outro como alienado se isentando de sua própria ignorância e incapacidade de enchergar a vida por outras perspectivas, segundo pela compreenssão do conflito físico e ideológico como único meio de alteração das bases estruturais do sistema. Assim sendo sob a luz das culturas tradicionais populares começamos a perceber que algumas categorias do exercício humano, por exemplo a partilha, são parte da gama de qualidades intrinsecas aos seres. Quando os quilombos efetivam uma prática de liberdade e partilha em terras brasileiras, não o faziam perante um arcabouço intelectual pré concebido para legitimar suas ações, mas por uma lembrança de um modelo social ao qual se pertencia e uma relação direta com os espaços potenciais de vida. Assim como os indigenas que aqui habitavam já tinham a socialização do trabalho, a experiência da partilha e o respeito a natureza como premissas principais de sua cultura.
Os valores dos povos ancestrais que formaram nosso país foram por muito tempo reprimidos, dentro de uma lógica não aleatória. A aniquilação dos saberes populares e das culturas dispares ao modelo racionalista aqui aplicado pelos Portugueses, tinha como premissa evitar as revoltas populares e a efetivação de um novo modelo de relação com a vida que as culturas afro-amerindias buscavam efetivar em solo nacional. A lógica de exploração e dominação pela qual o Brasil foi colonizado também colocou os portugueses que aqui foram trazidos em situação de deslocamento, pois na busca de expansão de territorios trouxe diversas familias também marginalizadas em solo Europeu para efetivar um prática de abuso de poder perante as nações que aqui já faziam morada.
Esses diversos processos de repressão e confluência de culturas, formaram nosso povo, que mistura candomblé com catolicismo, viola caipira com toré, enfim um povo cuja a identidade foi e é algo em constante edificação. E nesse caldeirão muitas coisas foram escamoteadas e outras super valorizadas. E como a história foi contada pelo viés dominante não foram mencionadas como referências históricas muitas das práticas culturais que formaram a nação. Dentre elas a relação com o sagrado que as culturas indigenas e africanas tinham como ato político. Pois no processo de reconhecimento do sagrado em sua realidade compreendem a vida como valor a ser preservado, o que foge da ideia de coisificação do ser e da religião como processo alienatório, e passa as compreender como meio de promover valores ligados a emanciopação do ser em sua totalidade. O termo como em sua tradução do latim religare onde a religação com uma essência humana te responsabiliza por sua postura perante o outro e por sua postura perante si próprio e o espaço comum, não de maneira punitiva como é colocado no catolicismo em uma deturpação do próprio pensamento cristão. Mas de maneira à não mais te permitir transferir para o outro uma responsabilidade que é sua de alteração dos rumos de sua vida. Nessa lógica compreendemos que o estado como foi criado e mantido deve mudar, mas isso não pode acontecer sem que as pessoas que integram a sociedade estejam conscientes do que tal mudança pressupõe. Para que não sejam reproduzidos os processos revolucionários que acabaram por tornarem-se em novas ditaduras. Por isso buscamos outros referênciais que carregam e suas práticas o intuito de mudança, práticas essas que não morrem apenas no discurso proferido, mas estabelecem um modus operandi de relação social. Como o modelo de sabedoria legitimado por matutos, lideres espirituais e mestres de capoeira. Que não por acaso tiveram suas práticas históricamente criminalizadas pelos governantes do estado brasileiro e ainda assim seguem como exemplos de resistência popular.
Enfim muito dos conhecimentos ancestrais precisam ser reavaliados para que possam ser readequados no contexto social atual, para que não se tenha a ilusão de recuperar uma prática cultural que não mais nos cabe, mas sim ter dimensão dos valores que perdemos e como podemos à partir dessa compreenssão buscar novos modelos possiveis de relação humana.
Uma das coisas que pode, dentro desse pensamento, ser exemplificada na atualidade é a a idéia de espetáculo. E como lidamos com essa questão para efetivação de nossa prática artístico-cultural.
Em um de nossos trabalhos em video de nome “Videolência”, Flávio Galvão, um dos integrantes do Cinescadão faz a seguinte fala depois de uma visita de um equipe de gravação da Tv Record no espaço onde eles fazem suas exibições: -Os caras tem um interesse espetacular no sentido mais problemático que a gente puder imaginar, o espetáculo é uma coisa muito loca, nós também fazemos espetáculo né? Mas agente pode pensar isso como Christian Metz diz na significação do cinema “que o espetáculo é um acontecimento audiovisual que acontece para um público espectador”, então um ritual pode ser um espetáculo e esse é o nosso ritual audiovisual que não tem a ver com a proposta de jornalismo televisivo por exemplo da Record.
Nessa fala Flávio expõe a diferença existente entre o espetáculo e ritual, onde ali o espaço de comunhão entre as pessoas é sagrado em certo sentido, onde não há hierarquias, onde as danças , os cantos e nesse caso as imagens, são compartilhados entre os moradores do lugar.
Atualmente um discursso recorrente vem sendo empregado por diversos grupos artísticos, o do espetáculo como mera ferramenta a serviço do capitalismo e da alienação, mas recorrendo aos saberes ancestrais, nós buscamos a compreenssão do espetáculo como ritual, onde a congregação de pessoas é fundamental para a troca de conhecimentos e a verdade não está para as pessoas como uma imposição. Onde a saúde das relações vem também da compreenssão sensorial e não apenas da compreenssão filosófica. Onde a beleza não é apenas um elemento estetizante mas uma postura perante a vida.
Daí a relevância de se inflamar a auto estima do povo, à partir da identificação da beleza de suas práticas e da avaliação dos erros históricos cometidos. Para que à partir da recuperação da identidade se fortaleça e se coloque no mundo como agente possibiltador da mudança social.
Concluímos que o papel de nosso trabalho artístico é o de recuperar uma memoria popular até então pouco revelada, contribuindo para a positivação das ações perante a vida. A arte para nós é uma atividade humana como tantas outras e não será sozinha a responsável pela transformação da ordem mundial, mas como em muitas culturas tribais a arte não está separada da vida, não existe um espaço para a arte que não o próprio corpo. Logo, se as moedas sociais, se a lutas pela terra, se os partidos politicos, as milicias armadas e os sindicatos não vão mudar a realidade, tão pouco o video, o teatro, a poesia o fará. Entendemos que ninguém vai se alimentar de poemas, nem vestir peças teatrais, mas também não sera sem estes que faremos o melhor de nossa existência. Não existe caminho único, mas há sempre uma alternativa pra se caminhar melhor.

Por: Daniel FagundeS. e Fernando Solidade Soares

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Por que deixei de ser palmeirense...


Acabo de assistir ao programa Cartão Verde da Cultura, e acabo de me demitir da condição de Palmeirense e com uma sensação de grito de gol entalada na garganta venho a essa terapia coletiva que é esse blog do NCA dizer ao mundo que desisti do alve verde. Se é que alguém pode se orgulhar de ser "traidor" fica aqui meu brado: Salve o Corinthians!!!
Me explico sem pudores, hoje o cartão verde escancarou o sentimento que eu guardei vendo o jogo da final do brasileiro. Aquela imagem dos torcedores e dos jogadores corinthianos fazendo um minuto de silêncio de mão erguida em homenagem ao grande jogador Sócrates enquanto os palmeirenses em campo demonstrando sua pequinesa de espirito apenas baixaram a cabeça. Sei lá o que levou os mesmos a fazerem tal gesto de indiferença, mas nada me parece plausível quando busco uma resposta. Porém senti vergonha de ver meu ex-time não tendo coragem de homenagear tal figura humana valiosa a história do nosso país. Quando foi citado no programa o fato ocorrido me veio ao pensamento a reflexão: Por que escolhemos os times que escolhemos na infância? Muitas respostas cabem como motivo à grande parte da população, a influência do pai, um jogo histórico transmitido pela TV, a admiração por um jogador específico, mas no meu caso foi diferente, por pressão dos amigos da rua me vi tendo de ter um time, coisa que não estava nos meus planos aos 5 anos de idade, mas que tive de responder por inclusão social. Fui pra casa e no varal secava a camisa de um time, que logo me encantou por ser de uma cor que eu muito gostava, verde. Aí assim sem muitos critérios perguntei a minha mãe: Que time é esse? Ela respondeu que era o Palmeiras, time que ela e seu namorado, dono da camisa torciam. Por uma acaso descobri depois que meu pai também era palmeirense o que reforçou um pouco a escolha.
Sempre gostei muito de futebol, apesar de na adolescência ter escondido isso atrás de um discursinho pseudo-politizado de não torcer para nenhum time já que futebol era alienação, mas as escondidas acompanhava cada passo dos campeonatos que a Tv transmitia. No fundo mantinha aquela magia do futebol com a mulecada na rua de terra em frente a minha casa, onde tudo que precisávamos era uma velha bola de baskete murcha, um par de chinelos pra fazer trave e uns trocados pra pagar a tubaína dos campeões. Era fantástico como mesmo sem os tampões dos dedos do pé todos ficavam extremamente felizes em dar o melhor de si nas piores condições, o que me faz lembrar também o quanto eu cabulava aula pra jogar futebol de latinha nos corredores da escola, coisas que fazem do futebol algo muito além dos paradigmas políticos. Coisas que me fazem pensar se os panfletários do futebol politizado escolheram seus times por que seus jogadores eram integrantes de alguma facção revolucionária. Muito improvavel, apesar de o discursso recorrente ser, "eu torço pra tal time por que é uma time de origem operária, por que representa o povo", balela, quase ninguém torce pro time que torce por que tinha um histórico de luta. O futebol é quem te escolhe nessa nação festeira. E o time não pode ser maior que os homens que o fazem ou que torcem pra eles. Me lembro das memoráveis partidas que contemplei no Rio Bonito, bairro onde passei parte de minha infância e adolescência, onde o "Estrela do Castelinho" batia vários adversários de outros bairros nas várzeas da represa do Guarapiranga. Nada ganhavam além de uma simplória salva de palmas e alguns gritos de saudação, mas jogavam como se disputassem uma copa do mundo e como se a própria vida estive em jogo, e hoje numa análise mais aprofundada arrisco dizer que estava mesmo, pois os homens que ali se apresentavam descarregavam naquele campinho de terra batida, as desesperanças da rotina sangrada que cada um levava, trabalho, sonhos, dores, independente da camisa que defendiam, estavam irmanados na condição, involuntariamente.
São essas coisas que o Doutor Sócrates nos deixa como legado nesse mundo de partidas mal repartidas, a pergunta estridente do por que jogar futebol, já que ele mesmo ainda que formado em medicina, abandonou a carreira para fazer da bola seu caminho. Mesmo sabendo que a vida é muito mais, mesmo reconhecendo os problemas sociais, mesmo sabendo que a intenção dos patrocinadores é apenas comprar cada centímetro do uniforme do jogador, ele sabia e nós sabemos, o homem pode sempre ir mais além. E Sócrates como seu ancestral de mesmo nome fez do futebol uma filosofia, uma arte à favor do povo, e isso sem ser panfletário, sem muito discurso, com toques rápidos de calcanhar como era sua especialidade. Fez de sua prática um exemplo ao mostrar as injustiças pelas quais os jogadores eram submetidos e fez realidade a democracia corinthiana, a despeito da democracia brasileira que engatinhava sob os escombros da ditadura. Tudo como quem dizia: "o campo não é um mundo à parte da vida real, mas uma extensão dele, com seus prazeres e desprazeres".
Logo, como não reconhecer o valor de tal pessoa? Como não invejar a nação corinthiana por esse membro ilustre de sua patota?
Tenho de confessar, apesar das brincadeiras, sempre torci pro corinthians ganhar, quando não estava jogando contra o palmeiras, pois o clima na quebrada mudava, a alegria a energia era diferente. Tenho até amigo punk, corinthiano de coração, as vezes ele num sabia nem com quem o time ia jogar, mas simplesmente idolatrava o clube, coisa que só o bando de loco pode explicar, e o que me encanta é essa dignidade marcada pelo suor da gente comum, as vezes exagerada, mas assim... Sem julgamentos, apenas o que é...
Gente que sabe ao menos homenagear seus vivos e mortos com o respeito devido e por isso, meus amigos palmeirenses que me desculpem, mas hoje eu decidi assumir que tenho uma quedinha pelo timão, e a decisão foi sem pressão, por escolha, não espero que entendem, virei a casaca em honra ao grande Sócrates e seus dicípulos!

Daniel FagundeS.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Pé no Quintal

Dia 10 de dezembro será o lançamento do {Em} Goma, livro das explendorosas Capulanas. Registro das caminhadas pelos quintais das periferias de São Paulo e toda a mandinga do teatro negro. Estará contido ao Livro o Documentário "Pé no Quintal" concebido por nós do NCA e será exibido no evento. Trabalho esse resultado do registro e da pesquisa em torno do sabor e do movimento da poesia de solano Trindade transferida pra voz libertária da mulher negra. Bora chegá minha gente, à partir das 12hs na Ação Educativa.

Axé

Daniel
NCA

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011