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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Caminho Alternativo

Em 6 anos de caminhanda nós do NCA fizemos valer mais do que nunca aquele ditado que diz que “o caminho só se faz caminhando”. Não por acaso nossa ancia em produzir videos vem num percurso comum a de vários outros coletivos, a busca pela auto representação, ou seja, o discurso que busca fazer frente à uma mídia coorporativa que constroi um imaginário deturpado sobre as camadas populares da sociedade. Uma imagem que denuncia de dentro do olho do furacão as injustiças perpetradas contra as populacões de periferia, uma imagem que promove os valores da cultura produzida nas quebradas. Enfim uma imagem que supostamente geraria identificação e pertencimento entre os “iguais”. Já que eram jovens que comungavam da mesma realidade vivida pelos personagens os que estavam ali atrás das câmeras e a frente dos mesmos a sua própria história.
Hoje fazendo uma avaliação do que mudou em nossos objetivos depois desse periodo, percebo que poucas coisas de fato foram radicalmente alteradas. A não ser a fisionomia dos integrantes, já não tão jovens quanto antes e as responsabilidades acumuladas pelo tempo, filhos, trabalho, sobrevivência, etc. Mas o tempo também trouxe sabedoria, o principal detalhe foi aprender a fazer as perguntas certas nos momentos certos, ouvir mais e ser menos ingênuo, afinal mesmo dentre os iguais existem diferenças gritantes.
Porém vale dizer que pequenas alterações na perspectiva da condução do trabalho geraram grandes mudanças e fundamentalmente, nos valeram novas e mais complexas perguntas e posicionamentos. Creio que a mais ponderosa questão que ainda paira em nossas cabeças e que estamos nos esforçando para dar conta é a identidade, pois reside nela, a nosso ver, a principal contradição da capacidade de cumprimento do velho objetivo de auto-representação, afinal representar o que? Quem?
A primeira grande pergunta que veio ao nosso debate, não à toa foi: -O que é periferia? Perguntinha tinhosa que nos acompanha até hoje, mas que nos levou a novos estágios de percepção da realidade sócio-cultural à qual estamos inseridos. Primeiro por que percebemos que não se trata apenas de uma questão geográfica, mas também econômica, cultural e social. Isso, é claro, somado a uma violenta mentalidade psíquica da noção de periferia.
À partir dessas constatações novas perguntas foram sendo geradas, como: -Que imagem então representa essa periferia? Quem pode ser considerado periférico? Qual a diferença entre video periférico e Vídeo popular? No que esse video se difere da produção comercial de Tv e Cinema? O que queremos? Como buscaremos efetivar nossa querência? Até que chegamos a uma profunda crise de identidade gerada pela pergunta: -Quem somos nós?
A primeira vista parece uma daqueles idagações existêncialistas já abordadas por um milhão de grandes pensadores no decorrer da história, buscando uma resposta que dê conta de homogeneizar a civilização. Mas não, era um pouco menos pretensa a nossa pergunta e se referia aos membros do próprio grupo, de onde viemos, quem são nossos amigos, por que fazemos o que fazemos, quem é nossa família, qual nossa relação com o território onde nascemos e crescemos? Daí a dura constatação não sabíamos quem de fato eramos históricamente, que circuntâncias nos levaram as condições de vida que temos hoje, que lutas foram travadas antes de nós, que matrizes compuseram nossas familias. Sabiamos apenas informações rasas sobre nossa árvore genealógica composta por: Negros, índios, portugueses, alemães, espanhóis, e uma porção de combinações entre estes. Não tinhamos informação suficiente para compreender o panorama das derrotas e conquistas computadas pela história do nosso povo antes de nós, mas percebemos drásticamente que eramos as primeiras gerações de nossas famílias que estavam tendo acesso ao ensino superior. Compreendemos então que tinhamos responsabilidades, mas não deviamos nos punir com o veneno paralisante da culpa. Deste ponto à diante o que nos restou foi avaliar os erros e acertos e tocar o barco.
Assim sendo percebemos que sem querer querendo, já praticavamos muito do que intuitivamente buscavamos, e era nosso trabalho efetivado até então que demonstrava isso.
O trabalho com acervo através da Videoteca Popular nos colocou em contato com a memória do cinema e video de outras épocas e possibilitou que outras pessoas da região ou não, tivessem esse mesmo previlégio. Com exibições públicas percebemos a importância da crítica e da troca com o público espectador, que quase nunca tinha o direito de colocar suas impressões sobre as produções audiovisuais que normalmente tinham acesso. Mas foi por meio da produção de nossos videos que tivemos talvez a maior das experiências, pois com a produção de documentarios aprendemos a pesquisar, por meio das produções de video-arte aprendemos a experimentar linguagens e formatos diversos.. Com os exercícios de ficção nossa imaginação e capacidade de organização foram se aprimorando. E ainda houveram as experiências de formação, onde ministramos oficinas e nos dispomos a aprender e ensinar no processo educativo. Ou seja, mesmo inconsciêntemente estavamos no caminho.
Um fator essêncial que nos ajudou a crescer foi a avaliação de nossos trabalhos e nosso posicionamento politico. Muitas vezes fomos questionados sobre o resultado de nossas ações e muitas vezes também nos foi cobrado participação nas construções coletivas que questionavamos. E aos trancos e barrancos tentamos sempre dialogar e efetivar nossa posição. Admitindo alguns erros e legitimando outros. Uma das maiores questões que hoje nos deparamos no campo politico diz respeito as metodologias que vem sendo aplicadas históricamente na mobilização popular e na efetivação do trabalho artístico.
Há centenas de anos nossa história vem sendo contado por uma única perspectiva e toda a questão em torno da identidade não está descolado desse fator. Por conta disso uma crítica começou a nos fazer todo sentido. Percebemos que mesmo as estratégias de luta e organização popular eram também as mesmas buscadas históricamente como unica saída para o enfrentamento do capitalismo e seus desdobramentos. Nessa busca por compreender as nossas matrizes e a formação do povo brasileiro e a relação direta com os territórios de periferia, percebemos que na teoria marxista o ideal de mudança de sociedade era também o que buscavamos, mas as formas pela qual a maioria dos grupos buscavam sua prática não nos agradava. Primeiro pela arrogância em considerar o outro como alienado se isentando de sua própria ignorância e incapacidade de enchergar a vida por outras perspectivas, segundo pela compreenssão do conflito físico e ideológico como único meio de alteração das bases estruturais do sistema. Assim sendo sob a luz das culturas tradicionais populares começamos a perceber que algumas categorias do exercício humano, por exemplo a partilha, são parte da gama de qualidades intrinsecas aos seres. Quando os quilombos efetivam uma prática de liberdade e partilha em terras brasileiras, não o faziam perante um arcabouço intelectual pré concebido para legitimar suas ações, mas por uma lembrança de um modelo social ao qual se pertencia e uma relação direta com os espaços potenciais de vida. Assim como os indigenas que aqui habitavam já tinham a socialização do trabalho, a experiência da partilha e o respeito a natureza como premissas principais de sua cultura.
Os valores dos povos ancestrais que formaram nosso país foram por muito tempo reprimidos, dentro de uma lógica não aleatória. A aniquilação dos saberes populares e das culturas dispares ao modelo racionalista aqui aplicado pelos Portugueses, tinha como premissa evitar as revoltas populares e a efetivação de um novo modelo de relação com a vida que as culturas afro-amerindias buscavam efetivar em solo nacional. A lógica de exploração e dominação pela qual o Brasil foi colonizado também colocou os portugueses que aqui foram trazidos em situação de deslocamento, pois na busca de expansão de territorios trouxe diversas familias também marginalizadas em solo Europeu para efetivar um prática de abuso de poder perante as nações que aqui já faziam morada.
Esses diversos processos de repressão e confluência de culturas, formaram nosso povo, que mistura candomblé com catolicismo, viola caipira com toré, enfim um povo cuja a identidade foi e é algo em constante edificação. E nesse caldeirão muitas coisas foram escamoteadas e outras super valorizadas. E como a história foi contada pelo viés dominante não foram mencionadas como referências históricas muitas das práticas culturais que formaram a nação. Dentre elas a relação com o sagrado que as culturas indigenas e africanas tinham como ato político. Pois no processo de reconhecimento do sagrado em sua realidade compreendem a vida como valor a ser preservado, o que foge da ideia de coisificação do ser e da religião como processo alienatório, e passa as compreender como meio de promover valores ligados a emanciopação do ser em sua totalidade. O termo como em sua tradução do latim religare onde a religação com uma essência humana te responsabiliza por sua postura perante o outro e por sua postura perante si próprio e o espaço comum, não de maneira punitiva como é colocado no catolicismo em uma deturpação do próprio pensamento cristão. Mas de maneira à não mais te permitir transferir para o outro uma responsabilidade que é sua de alteração dos rumos de sua vida. Nessa lógica compreendemos que o estado como foi criado e mantido deve mudar, mas isso não pode acontecer sem que as pessoas que integram a sociedade estejam conscientes do que tal mudança pressupõe. Para que não sejam reproduzidos os processos revolucionários que acabaram por tornarem-se em novas ditaduras. Por isso buscamos outros referênciais que carregam e suas práticas o intuito de mudança, práticas essas que não morrem apenas no discurso proferido, mas estabelecem um modus operandi de relação social. Como o modelo de sabedoria legitimado por matutos, lideres espirituais e mestres de capoeira. Que não por acaso tiveram suas práticas históricamente criminalizadas pelos governantes do estado brasileiro e ainda assim seguem como exemplos de resistência popular.
Enfim muito dos conhecimentos ancestrais precisam ser reavaliados para que possam ser readequados no contexto social atual, para que não se tenha a ilusão de recuperar uma prática cultural que não mais nos cabe, mas sim ter dimensão dos valores que perdemos e como podemos à partir dessa compreenssão buscar novos modelos possiveis de relação humana.
Uma das coisas que pode, dentro desse pensamento, ser exemplificada na atualidade é a a idéia de espetáculo. E como lidamos com essa questão para efetivação de nossa prática artístico-cultural.
Em um de nossos trabalhos em video de nome “Videolência”, Flávio Galvão, um dos integrantes do Cinescadão faz a seguinte fala depois de uma visita de um equipe de gravação da Tv Record no espaço onde eles fazem suas exibições: -Os caras tem um interesse espetacular no sentido mais problemático que a gente puder imaginar, o espetáculo é uma coisa muito loca, nós também fazemos espetáculo né? Mas agente pode pensar isso como Christian Metz diz na significação do cinema “que o espetáculo é um acontecimento audiovisual que acontece para um público espectador”, então um ritual pode ser um espetáculo e esse é o nosso ritual audiovisual que não tem a ver com a proposta de jornalismo televisivo por exemplo da Record.
Nessa fala Flávio expõe a diferença existente entre o espetáculo e ritual, onde ali o espaço de comunhão entre as pessoas é sagrado em certo sentido, onde não há hierarquias, onde as danças , os cantos e nesse caso as imagens, são compartilhados entre os moradores do lugar.
Atualmente um discursso recorrente vem sendo empregado por diversos grupos artísticos, o do espetáculo como mera ferramenta a serviço do capitalismo e da alienação, mas recorrendo aos saberes ancestrais, nós buscamos a compreenssão do espetáculo como ritual, onde a congregação de pessoas é fundamental para a troca de conhecimentos e a verdade não está para as pessoas como uma imposição. Onde a saúde das relações vem também da compreenssão sensorial e não apenas da compreenssão filosófica. Onde a beleza não é apenas um elemento estetizante mas uma postura perante a vida.
Daí a relevância de se inflamar a auto estima do povo, à partir da identificação da beleza de suas práticas e da avaliação dos erros históricos cometidos. Para que à partir da recuperação da identidade se fortaleça e se coloque no mundo como agente possibiltador da mudança social.
Concluímos que o papel de nosso trabalho artístico é o de recuperar uma memoria popular até então pouco revelada, contribuindo para a positivação das ações perante a vida. A arte para nós é uma atividade humana como tantas outras e não será sozinha a responsável pela transformação da ordem mundial, mas como em muitas culturas tribais a arte não está separada da vida, não existe um espaço para a arte que não o próprio corpo. Logo, se as moedas sociais, se a lutas pela terra, se os partidos politicos, as milicias armadas e os sindicatos não vão mudar a realidade, tão pouco o video, o teatro, a poesia o fará. Entendemos que ninguém vai se alimentar de poemas, nem vestir peças teatrais, mas também não sera sem estes que faremos o melhor de nossa existência. Não existe caminho único, mas há sempre uma alternativa pra se caminhar melhor.

Por: Daniel FagundeS. e Fernando Solidade Soares

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Por que deixei de ser palmeirense...


Acabo de assistir ao programa Cartão Verde da Cultura, e acabo de me demitir da condição de Palmeirense e com uma sensação de grito de gol entalada na garganta venho a essa terapia coletiva que é esse blog do NCA dizer ao mundo que desisti do alve verde. Se é que alguém pode se orgulhar de ser "traidor" fica aqui meu brado: Salve o Corinthians!!!
Me explico sem pudores, hoje o cartão verde escancarou o sentimento que eu guardei vendo o jogo da final do brasileiro. Aquela imagem dos torcedores e dos jogadores corinthianos fazendo um minuto de silêncio de mão erguida em homenagem ao grande jogador Sócrates enquanto os palmeirenses em campo demonstrando sua pequinesa de espirito apenas baixaram a cabeça. Sei lá o que levou os mesmos a fazerem tal gesto de indiferença, mas nada me parece plausível quando busco uma resposta. Porém senti vergonha de ver meu ex-time não tendo coragem de homenagear tal figura humana valiosa a história do nosso país. Quando foi citado no programa o fato ocorrido me veio ao pensamento a reflexão: Por que escolhemos os times que escolhemos na infância? Muitas respostas cabem como motivo à grande parte da população, a influência do pai, um jogo histórico transmitido pela TV, a admiração por um jogador específico, mas no meu caso foi diferente, por pressão dos amigos da rua me vi tendo de ter um time, coisa que não estava nos meus planos aos 5 anos de idade, mas que tive de responder por inclusão social. Fui pra casa e no varal secava a camisa de um time, que logo me encantou por ser de uma cor que eu muito gostava, verde. Aí assim sem muitos critérios perguntei a minha mãe: Que time é esse? Ela respondeu que era o Palmeiras, time que ela e seu namorado, dono da camisa torciam. Por uma acaso descobri depois que meu pai também era palmeirense o que reforçou um pouco a escolha.
Sempre gostei muito de futebol, apesar de na adolescência ter escondido isso atrás de um discursinho pseudo-politizado de não torcer para nenhum time já que futebol era alienação, mas as escondidas acompanhava cada passo dos campeonatos que a Tv transmitia. No fundo mantinha aquela magia do futebol com a mulecada na rua de terra em frente a minha casa, onde tudo que precisávamos era uma velha bola de baskete murcha, um par de chinelos pra fazer trave e uns trocados pra pagar a tubaína dos campeões. Era fantástico como mesmo sem os tampões dos dedos do pé todos ficavam extremamente felizes em dar o melhor de si nas piores condições, o que me faz lembrar também o quanto eu cabulava aula pra jogar futebol de latinha nos corredores da escola, coisas que fazem do futebol algo muito além dos paradigmas políticos. Coisas que me fazem pensar se os panfletários do futebol politizado escolheram seus times por que seus jogadores eram integrantes de alguma facção revolucionária. Muito improvavel, apesar de o discursso recorrente ser, "eu torço pra tal time por que é uma time de origem operária, por que representa o povo", balela, quase ninguém torce pro time que torce por que tinha um histórico de luta. O futebol é quem te escolhe nessa nação festeira. E o time não pode ser maior que os homens que o fazem ou que torcem pra eles. Me lembro das memoráveis partidas que contemplei no Rio Bonito, bairro onde passei parte de minha infância e adolescência, onde o "Estrela do Castelinho" batia vários adversários de outros bairros nas várzeas da represa do Guarapiranga. Nada ganhavam além de uma simplória salva de palmas e alguns gritos de saudação, mas jogavam como se disputassem uma copa do mundo e como se a própria vida estive em jogo, e hoje numa análise mais aprofundada arrisco dizer que estava mesmo, pois os homens que ali se apresentavam descarregavam naquele campinho de terra batida, as desesperanças da rotina sangrada que cada um levava, trabalho, sonhos, dores, independente da camisa que defendiam, estavam irmanados na condição, involuntariamente.
São essas coisas que o Doutor Sócrates nos deixa como legado nesse mundo de partidas mal repartidas, a pergunta estridente do por que jogar futebol, já que ele mesmo ainda que formado em medicina, abandonou a carreira para fazer da bola seu caminho. Mesmo sabendo que a vida é muito mais, mesmo reconhecendo os problemas sociais, mesmo sabendo que a intenção dos patrocinadores é apenas comprar cada centímetro do uniforme do jogador, ele sabia e nós sabemos, o homem pode sempre ir mais além. E Sócrates como seu ancestral de mesmo nome fez do futebol uma filosofia, uma arte à favor do povo, e isso sem ser panfletário, sem muito discurso, com toques rápidos de calcanhar como era sua especialidade. Fez de sua prática um exemplo ao mostrar as injustiças pelas quais os jogadores eram submetidos e fez realidade a democracia corinthiana, a despeito da democracia brasileira que engatinhava sob os escombros da ditadura. Tudo como quem dizia: "o campo não é um mundo à parte da vida real, mas uma extensão dele, com seus prazeres e desprazeres".
Logo, como não reconhecer o valor de tal pessoa? Como não invejar a nação corinthiana por esse membro ilustre de sua patota?
Tenho de confessar, apesar das brincadeiras, sempre torci pro corinthians ganhar, quando não estava jogando contra o palmeiras, pois o clima na quebrada mudava, a alegria a energia era diferente. Tenho até amigo punk, corinthiano de coração, as vezes ele num sabia nem com quem o time ia jogar, mas simplesmente idolatrava o clube, coisa que só o bando de loco pode explicar, e o que me encanta é essa dignidade marcada pelo suor da gente comum, as vezes exagerada, mas assim... Sem julgamentos, apenas o que é...
Gente que sabe ao menos homenagear seus vivos e mortos com o respeito devido e por isso, meus amigos palmeirenses que me desculpem, mas hoje eu decidi assumir que tenho uma quedinha pelo timão, e a decisão foi sem pressão, por escolha, não espero que entendem, virei a casaca em honra ao grande Sócrates e seus dicípulos!

Daniel FagundeS.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Pé no Quintal

Dia 10 de dezembro será o lançamento do {Em} Goma, livro das explendorosas Capulanas. Registro das caminhadas pelos quintais das periferias de São Paulo e toda a mandinga do teatro negro. Estará contido ao Livro o Documentário "Pé no Quintal" concebido por nós do NCA e será exibido no evento. Trabalho esse resultado do registro e da pesquisa em torno do sabor e do movimento da poesia de solano Trindade transferida pra voz libertária da mulher negra. Bora chegá minha gente, à partir das 12hs na Ação Educativa.

Axé

Daniel
NCA

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

sábado, 26 de novembro de 2011

A vida em pequena escala

Estrelando don Diego FF Soares

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Caipiras Urbanos



Em breve nos cinemas populares, nas escadarias das favelas, nos campinhos e nas salas oficias

Mostra Coordenadas



Programas de filmes:

Programa 1 - Luta dos extremos
Cooperativa da Granja Julieta: Resistência e Esperança / 15 mim. / doc 

Grajaú, um desenho de cultura / 39 / doc

Keralux / 40 /doc

Programa 2 - Periferias no centro
Vila das Torres 2014 / 15 min. / doc
Causos / 10 min. / doc
Qual Centro? / 15 min. / doc
De muro em muro / 26 min. / doc
Narrativas da Sé / 20 min. / exp.

Programa 3 - Arte pelas ruas
Grajaú, onde São Paulo começa / 25 min. / doc
O sequestro da cultura brasileira / 33 min. / fic.
Entrevias / 40 min. / doc

Programa 4 - Periferia vista em vídeo
Videolência / 58 min. / doc
Jennifer / 29 min. / fic.

Programa 5 - Transação de valores
Circuito interno / 13 min. / fic.
Entre nós, dinheiro / 25 min. / fic.
Asfalto morro / 39 min. / doc.

Programa 6 - Atravessando cidades
Variante / 30 min. / doc
No meio do caminho / 14 min. / fic.
Entre rios / 25 min. / doc
O paraíso em suas mãos / 14 min. / fic

Programa 7 - Punições e proibições
08 cartas aos meus 08 anos / 10 min. / exp.
Cortina de fumaça / 88 min. / doc

Programa 8 - América adentro
América Lucha! - V Congreso de la CLOC / 27 min. / doc
TAVA - Paraguay tierra adentro / 70 min. / doc

Programa 9 - Condomínio capital
Flower Town / 13 mi. / fic.
Sagrada Terra Especulada / 70 min. / doc

Programa 10 - Populações na mira do progresso
Itaqui vence mineradora em 2009 / 11 min. / doc
Jd. Prainha - Uma casa foi demais / 12 min. / doc
Assembleia do Povo: o que importa é o que a gente é! / 20 min. / doc
Tucuruí, a saga de um povo / 16 min. / doc

Programa 11 - Programa infanto-juvenil para os CEUs 1
No meio do caminho / 14 min. / fic.
08 cartas aos meus 08 anos / 10 min. / exp.
Entre Rios / 25 min. / doc

Programa 12 - Programa infanto-juvenil para os CEUs 2
Graffite que mexe / 12 min. / exp.
Vila das Torres 2014 / 15 min. / doc
Jennifer / 29 min. / fic.

Espaço exibidor:
Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso - CCJ
End. Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641. Vila Nova Cachoeirinha. Zona Norte.
(ao lado do terminal Cachoeirinha)

Tel: (11) 3984-2466


Datas e horários:
12/10 14h "Programa 10 - Populações na mira do progresso"
13/10 14h "Programa 4 - Periferia vista em vídeo"
16h "Programa 6 - Atravessando cidades"
19/10 13h "Programa 1 - Luta dos extremos"
15h "Programa 3 - Arte pelas ruas"
20/10 14h "Programa 2 - Periferias no centro"
16h "Programa 8 - América adentro"
20h "Programa 7 - Punições e proibições"

Dolores Boca Aberta Mecâtronica de Artes

Rua Frederico Brotero, 60. Jardim Triana. Zona Leste 

(ao lado do metrô Patriarca) 

Tel: (11) 3433-8083

Datas e horários:
25/10 20h "Programa 5 - Transação de valores"
28/10 20h "Programa 9 - Condomínio capital"
04/11 20h "Programa 10 - Populações na mira do progresso"
05/11 20h "Programa 3 - Arte pelas ruas"


CEU Butantã

Av. Engenheiro Heitor Antônio Eiras Garcia, 1870 - Jardim Esmeralda. Zona Oeste

Tel: (11) 3732-4530

Datas e horários:
26/10 14h "Programa 11 - Programa infanto-juvenil para os CEUs 1"
16h Festival de Vídeo nas Escolas - Coletivo Nossa Tela
18h "Programa 9 - Condomínio capital"
27/10 14h Festival de Vídeo nas Escolas - Coletivo Nossa Tela
16h "Programa 12 - Programa infanto-juvenil para os CEUs 2"
18h "Programa 4 - Periferia vista em vídeo"
28/10 16h "Programa 12 - Programa infanto-juvenil para os CEUs 2"
19h "Programa 5 - Transação de valores"


Cinescadão

Escadão, 18 A 

Altura do número 1000 da Masao Watanabe - Jardim Peri Novo. Zona Norte 


Datas e horários:
29/10 18h "Programa 6 - Atravessando cidades"

CEU Cidade Dutra
Av. Interlagos, nº 7.350 - Cidade Dutra. Zona Sul 

(próximo ao Autódromo de Interlagos) 

Tel: (11) 5668-1950


Datas e horários:
23/11 09h30 Festival de Vídeo nas Escolas
14h30 "Programa 11 - Programa infanto-juvenil para os CEUs 1"
24/11 09h30 "Programa 12 - Programa infanto-juvenil para os CEUs 2"
14h30 Festival de Vídeo nas Escolas - Coletivo Nossa Tela
25/11 09h30 Festival de Vídeo nas Escolas - Coletivo Nossa Tela
14h30 "Programa 11 - Programa infanto-juvenil para os CEUs 1"

Sala Cine Olido

Av. São João, 473 - Centro. 

Tel.: (11) 3397-0171

Datas e horários:
29/11 15h "Programa 1 - Luta dos extremos"
17h "Programa 2 - Periferias no centro"
19h "Programa 3 - Arte pelas ruas"
30/11 15h "Programa 4 - Periferia vista em vídeo"
17h "Programa 5 - Transação de valores"
19h "Programa 6 - Atravessando cidades"
01/12 15h "Programa 7 - Punições e proibições"
17h "Programa 8 - América adentro"
19h DEBATE DOS REALIZADORES
02/12 15h "Programa 9 - Condomínio capital"
17h "Programa 10 - Populações na mira do progresso"
19h DEBATE CENTROS E PERIFERIA
03/12 15h "Programa 6 - Atravessando cidades"
17h "Programa 2 - Periferias no centro"
19h DEBATE DOS EXIBIDORES
04/12 15h "Programa 7 - Punições e proibições"
17h "Programa 8 - América adentro"
19h "Programa 1 - Luta dos extremos"

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

IV Mostra Cultural da Cooperifa


IV MOSTRA CULTURAL COOPERIFA

14 A 23 DE OUTUBRO DE 2011


ABERTURA - 14/SEXTA - 19H30

UM PANORAMA DOS 10 ANOS DE ATIVIDADES CULTURAIS DA COOPERIFA NA PERIFERIA DE SÃO PAULO, ATRAVÉS DE ESPETÁCULOS DE POESIA, MÚSICA E DANÇA.


CEU CASA BLANCA

RUA JOÃO DAMASCENO, 85 - VILA DAS BELEZAS

TEL.: (11) 5519-5210

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15/SÁBADO

11H - FEIRA LIVRE DE LIVROS E EXPOSIÇÃO

PRESENÇA DE AUTORES DA PERIFERIA DIVULGANDO SEUS LIVROS E EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS.


16H - DEBATE:

A ESCRITA E A MILITÂNCIA CULTURAL DAS MULHERES

LU SOUSA - POETA E EDUCADORA

SILVANA MARTINS - SARAU ADEMAR

JÉSSICA BALBINO - ESCRITORA E JORNALISTA

ÉRICA PEÇANHA - ANTROPÓLOGA E PESQUISADORA DA PRODUÇÃO CULTURAL DA PERIFERIA


18h - DEBATE LITERATURA E ATITUDE

ESCRITORES DISCUTEM SOBRE A MILITÂNCIA CULTURAL NA LITERATURA.




MARCELINO FREIRE - ESCRITOR E CURADOR DA BALADA LITERÁRIA

SACOLINHA - ESCRITOR E COORDENADOR DO SARAU PAVIO LITERÁRIO

ADEMIR ASSUNÇÃO - POETA, JORNALISTA E CO – EDITOR DA REVISTA COIOTE

SÉRGIO VAZ - POETA E AGITADOR CULTURAL DA COOPERIFA





20H - SARAU DA COOPERIFA E CONVIDADOS

CASA DE CULTURA M´BOI MIRIM

AV. INÁCIO DIAS DA SILVA, S/N º - PIRAPORINHA

TEL.: (11) 5514-3408

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16/DOMINGO

11H - FESTA DAS CRIANÇAS

ATIVIDADES RECREATIVAS, DISTRIBUIÇÃO DE LIVROS INFANTIS E SHOWS DE.

QI ALFORRIA

D´QUINTAL

TRIO PORÃO

POESIA SAMBA SOUL

BANDA VEJA LUZ


EMEF MAURO FACCIO GONÇALVES ZACARIAS

AV. RAQUEL ALVES MOREIRA, 823 - PARQUE SANTO ANTÔNIO

TEL.: (11) 5514-3131

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17/SEGUNDA

14H - CINEMA NA LAJE ESPECIAL

5 X FAVELA - AGORA POR NÓS MESMOS

PRODUZIDO PELO CINEASTA CACÁ DIEGUES, O FILME TRAZ CINCO DIRETORES ESTREANTES, DE COMUNIDADES DIFERENTES, QUE MOSTRAM A VISÃO DA FAVELA, POR ELES MESMOS.


BRÓDER (JEFERSON DE)

CAPÃO REDONDO, BAIRRO DE SÃO PAULO. MACU, JAIMINHO E PIBE SÃO AMIGOS DESDE A INFÂNCIA E SEGUIRAM CAMINHOS DISTINTOS.


E.E. PROF° HERCULANO DE FREITAS

AV. OLIVIER BACHELIN, 7 - ALTO RIVIERA

TEL.: (11) 5831-1525


18H - DEBATE:

GIROS E GERAS DO VERBO: LITERATURA AFRO-BRASILEIRA E DAS BEIRADAS

ALLAN DA ROSA - ESCRITOR, EDITOR, PEDAGOGO E CAPOEIRA ANGOLEIRO

ELIZANDRA SOUZA - POETA E JORNALISTA

LUAN LUANDO - POETA

MARIO AUGUSTO MEDEIROS - PESQUISADOR DA LITERATURA NEGRA E PERIFÉRICA






20H - GRUPO DE TEATRO CLARIÔ - ESPETÁCULO URUBU COME CARNIÇA E VÔA!

É NEGRO, PERNAMBUCANO DE MURIBECA, BAIRRO PERIFÉRICO QUE LEVA O NOME DO LIXÃO EM TORNO DO QUAL O CONJUNTO HABITACIONAL ONDE MORA FOI CONSTRUÍDO. DO NORDESTE PARA TABOÃO DA SERRA, NAS MÃOS DO CLARIÔ, UM GRUPO FEITO DO MESMO BARRO, DA MESMA PERIFERIA, NUM OUTRO LUGAR, O POETA E SUA POESIA VIRAM TEATRO.


CEU CASA BLANCA

RUA JOÃO DAMASCENO, 85 - VILA DAS BELEZAS

TEL.: (11) 5519-5210



20H - FERNANDINHO BEAT BOX

UMA DAS MAIORES EXPRESSÕES DA ARTE QUE USA A BOCA COMO INSTRUMENTO, POPULARMENTE CONHECIDA COMO BEAT BOX.


EMEF OLIVEIRA VIANA

RUA PROF° BARROSO DO AMARAL, 694

JARDIM ANGELA /JARDIM PLANALTO

TEL.: (11) 5831-0046

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18/TERÇA

10H30 E 14H - BALÉ CAPÃO CIDADÃO

APRESENTAÇÃO DOS ALUNOS DAS OFICINAS DE BALÉ DA ONG CAPÃO CIDADÃO


CEU CAPÃO REDONDO

RUA DANIEL GRAN, S/N - JARDIM MODELO

TEL.: (11) 5873-8067


18H - DEBATE:

MILITÂNCIA CULTURAL: COMO A CULTURA PODE INFLUENCIAR O COTIDIANO DA PERIFERIA

EULLER ALVES - GRUPO UMOJA

MARCIO BATISTA - POETA E EDUCADOR

JUNINHO - CÍRCULO PALMARINO

FERNANDO - SARAU VILA FUNDÃO





20H - SHOW: O TEATRO MÁGICO

A TRUPE DO TEATRO MÁGICO DESEMBARCA NA MOSTRA CULTURAL PARA UM SHOW ESPECIAL NO ANIVERSÁRIO DE 10 ANOS DA COOPERIFA


CEU CASA BLANCA

RUA JOÃO DAMASCENO, 85- VILA DAS BELEZAS

TEL.: (11) 5519-5210


20H - CIA SANSACROMA

ESPETÁCULO “A MÁQUINA DE FAZER FALAR”

A ROTINA DO DEPARTAMENTO POLÍTICO DE AUSCHWITZ, QUE ENTRE OUTRAS COISAS SERVIA DE INTERMEDIÁRIOENTRE BERLIM E O CAMPO PARA EFEITOS DA SOLUÇÃO FINAL.


E.E. OCTALLES MARCONDES FERREIRA

RUA DANÇA DE ANITRA, 1 - PARQUE CLAUDIA II

TEL.: (11) 5514-0157

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19/QUARTA

20H - ANIVERSÁRIO 10 ANOS - SARAU DA COOPERIFA

LANÇAMENTO DO LIVRO 100 MÁGOAS, DE RODRIGO CIRÍACO





BAR DO ZÉ BATIDÃO

RUA BARTOLOMEU DOS SANTOS, 797- JARDIM GUARUJÁ

TEL.: (11) 5891-7403

__________________________________________


20/QUINTA

14H - ORQUESTRA TOCA, ZEZINHO!

O OBJETIVO DO PROJETO É MOSTRAR QUE A MÚSICA NÃO É UMA ASSOCIAÇÃO DE SONS E PALAVRAS, MAS SIM UMA RICA LINGUAGEM QUE PODE FAZER A DIFERENÇA NA VIDA DOS ZEZINHOS.


CEU CASA BLANCA

RUA JOÃO DAMASCENO, 85 - VILA DAS BELEZAS

TEL.: (11) 5519-5210


19H - BRAU MENDONÇA

MÚSICO E INSTRUMENTISTA


20H - A QUATRO VOZES

AS IRMÃS DORA, JUREMA E JUSSARA, E SUA SOBRINHA THATIANA, SÃO ACOMPANHADAS DE UM QUARTETO DE INSTRUMENTISTAS E BUSCAM FAZER MÚSICA POPULAR BRASILEIRA DE MANEIRA APAIXONADA.


CEU CANTO DO AMANHECER

AV. CANTOS DO AMANHECER, S/N - JD. MITSUTANI/CAMPO LIMPO

TEL.: (11) 5835-2320


20H - ESPÍRITO DE ZUMBI - ESPETÁCULO “COR RAÇA’

UMA PASSAGEM PELA HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL, PASSEANDO PELOS DOS RITMOS E DANÇAS DA CULTURA AFRO-POPULAR BRASILEIRA.


EMEF PRACINHAS DA FEB

RUA ANTONIO RAPOSO BARRETO, 151 - JD. DAS FLORES

TEL.: (11) 5514-6696


20H - CIA CAPULANAS – ESPETÁCULO SOLANO TRINDADE E SUAS NEGRAS POESIAS

RETRATA A FORÇA DA MULHER NEGRA POR MEIO DAS POESIAS DE SOLANO TRINDADE, ELIZANDRA SOUZA E CAPULANAS.


E.E MÚSICO WANDER TAFFO - PARQUE CLAUDIA II

RUA MANGUALDE, 427 - JD ANTONIETA

TEL.: (11) 5814-8400


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21/SEXTA

13H30 - ESPETÁCULO “CÔCOS E MITOS, UMA AVENTURA NO UNIVERSO DAS LENDAS”

TEATRO DE BONECOS


EMEI CLARICE LISPECTOR

RUA COM MIGUEL MALUHY, 159 - JARDIM GUARUJÁ

TEL.: (11)5514-1864


20H - ESPETÁCULO “SOLTANDO O VERBO”

O GRUPO APRESENTA AO PÚBLICO O PROCESSO DE FORMAÇÃO DA LÍNGUA E SUAS TRANSFORMAÇÕES AO LONGO DOS SÉCULOS, NUM ESPETÁCULO CHEIO DE HUMOR.


EMEF ANNA SILVEIRA PEDREIRA

RUA JOSÉ MANOEL CAMISA NOVA, 550 - JARDIM SÃO LUÍS

TEL.: (11) 5891-1391

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22/SÁBADO

17H - B. VALENTE

18H - ZINHO TRINDADE

19H - Z’ÁFRICA BRASIL

20H - A FAMÍLIA


CASA DE CULTURA M´BOI MIRIM

AV. INÁCIO DIAS DA SILVA, S/N º - PIRAPORINHA

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23/DOMINGO

17H - UMOJA

18H - PRETO SOUL

19H - CRIOLO

20H - VERSÃO POPULAR

21H - GOG


CASA DE CULTURA M´BOI MIRIM

AV. INÁCIO DIAS DA SILVA, S/N º - PIRAPORINHA

F: 55143408

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REALIZAÇÃO:

COOPERIFA


APOIO CULTURAL:

SESC SP

ITAÚ CULTURAL

CENTRO CULTURAL DA ESPANHA - SP

EDITORA TRIP


AGRADECIMENTOS ESPECIAIS:

GLOBAL EDITORA, COMPANHIA DAS LETRAS E CASA POPULAR DE CULTURA M´BOI MIRIM, SUB-PREFEITURA DO M´BOI MIRIM E EUROTUR CÂMBIO E TURISMO


TODAS AS ATIVIDADES SÃO GRATUITAS

INFORMAÇÕES (11) 9342-8687\9391-3503\6599-5499




COOPERIFA@GMAIL.COM

mais informações: www.colecionadordepedras1.blogspot.com

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Festival de Cinema de Brasília: A máscara caiu!

http://blog.zagaiaemrevista.com.br/?p=237#.ToEJCoB-MfE.facebook

A Zagaia tem a honra de publicar aqui uma posição rara de um diretor que preferiu enfrentar as possíveis reações retaliativas dos burocratas da cultura a abrir mão de seus princípios. Adirley Queirós retirou seu filme “A cidade é uma só?” da competição do Festival de Brasília, em protesto contra os equívicos e posições da nova direção do festival aqui já retratados (Festivais de cinema – a flor renascerá no monturo?). Ele coloca abaixo suas razões. Na última semana o festival anunciava orgulhosamente a presença do indescritível José Dirceu, para participar do seminário “Novas perspectivas para o cinema e para o audiovisual brasileiro”. Compõe o debate uma trupe sinistra de pelegos institucionais e cineastas oficiais, mostrando o triste destino do mais tradicional festival do Brasil. O Festival não mentiu e está de cara nova. Quando tira a máscara tem o rosto de José Dirceu e Luis Carlos Barreto.

CARTA DE ADIRLEY QUEIRÓS PARA O FESTIVAL DE BRASÍLIA

Prezad@s,

Em consideração as pessoas que gostam de cinema e que, eventualmente, teriam o interesse em assistir ao trabalho que realizamos, venho informar que estamos retirando o filme “A CIDADE É UMA SÓ?” do Festival de Cinema de Brasília. Os motivos já estão expostos durante todo esse ano e seria redundância dizer o que todo mundo sabe, comenta, porém silencia.

Fazemos filmes não só para serem feitos. Fazemos filmes buscando outra perspectiva estética e política (não partidária, e sim política). Fazemos filmes para que eles sejam, no mínimo, um pequeno reflexo da nossa condição cultural, social e econômica. Fazemos filmes do local onde estamos, do nosso local de fala. Ir contra esses princípios mínimos seria uma incoerência. Exibir o filme neste Festival, neste momento que se configura, seria legitimar posturas arrogantes, autoritárias e, acima de tudo, reacionárias.

Aquilo que o festival está chamando de avanços, julgo reacionários: Deslegitimar a classe cinematográfica local; Desconsiderar o nosso processo histórico por salas de cinema em CEILÂNDIA (falo aqui pela CEICINE); Fechar as portas do Festival a um outro tipo de cinema que cada dia é mais vigoroso no Brasil e no mundo ; Transformar o festival em um pastiche, em um moribundo com cara de qualquer coisa. Isso são avanços?

Creio que não.

Não podemos mais nos silenciar frente ao desrespeito que estamos sendo tratados pela coordenação deste Festival.

Adirley Queirós.

Diretor do Filme “A CIDADE É UMA SÓ?”

CEICINE (COLETIVO DE CINEMA EM CEILÂNDIA)

Bicicloteca Roubada

Caros


No dia Mundial sem o carro, as praças de São Paulo amanhecem mais tristes, roubaram a bicicloteca ontem durante uma entrevista.
O Robson mendonça, um sr. De 70 anos não conseguiu dormir e passa mal, um sonho de uma vida toda despedaçada...

Estamos fazendo um apelo geral para as pessoas cooperarem para sua devolução, quem ver, conhecer ou tiver pistas para informar para gente.

A Bicicloteca faz um trabalho essencial na cidade de SP.

Qualquer informação para: contato@bicicloteca.com.br
Tuitem nas suas redes #roubobicicloteca


Lincoln Paiva
Instituto Mobilidade Verde
Presidente

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

É hoje: Primeira Mostra Cinema na Laje

Salve Povo!

Só pra lembrar hoje é dia do programa "Tragicomédia Brasileira" na Mostra Cinema na Laje e teremos a exibição de dois vídeos muito interessantes, um dirigido por Bruno Rico (O sequestro da cultura brasileira) e o outro com direção de Julio Calasso (O incrível encontro). Às 20:30hs no bar do Zé Batidão.

Após a exibição debate com os realizadores

Bruno Rico é fomado em jornalismo e fez "O sequestro da cultura brasileira" de maneira colaborativa com amigos do Jd. Nakamura.


Julio Calasso é produtor musical e produrtor de cinema há quase 50 anos, dentre os trabalhos por ele produzidos na chamada "boca do lixo" na década de 70 está "O Bandido da Luz Vermelha" de Rogério Sganzela.


O incrível encontro
Sinopse:
No aniversário de 500 anos do Brasil o CETE (Centro Experimental Teatro Escola) coordenado do pelo ator e director Antônio Pedro, convoca diversas pessoas para uma experimentação teatral coletiva. Atores e não atores, de diversas formações e classes sociais promovem o grande encontro de suas vidas com a história do Brasil.

O Sequestro da Cultura Brasileira
Sinopse:
Filme de ficção sobre a "alta cultura" versus a cultura das ruas. Trata-se de um assalto a um museu motivado, a princípio, pelo exclusivo interesse em lucrar com o sequestro de um quadro bem avaliado no mercado. As contradições da vida e da cultura.

abraços

sábado, 27 de agosto de 2011

4 anos de Sacolão das Artes, Resistência!

Vejam a bela matéria produzida pelo grande parceiro CarlosCarlos para o "Seu Jornal" da TVT. Retratando as dificuldades e conquistas dos trabalhadores que ali comungam a produção cultural!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Intercâmbio do vídeo popular França/Brasil no Sacolão das Artes

Olá companheir@s,

Nessa semana de 23 à 27/08 estaremos recebendo no Sacolão das Artes a OMJA que é uma associação municipal de Aubervilliers (no suburbio de Paris), fundada em 1949, que atua com o intuito de organizar atividades e eventos para os jovens, no ambito da educação popular e da ação cultural, desenvolvendo atividades nas areas do lazer, do esporte, da saude, da prevenção e da informação através de ações educativas.

Desde 2006, a OMJA desenvolve o projeto Génération Court, laboratórios audiovisuais que permitem à jovens de baixa renda o acesso a uma plataforma profissional de produção de curtas-metragens. O projeto, que se inscreve em uma dimensão local, nacional e internacional, tem o intuito de favorecer a expressão pessoal dos jovens e a aparição de uma nova geração de cineastas. Os curtas-metragens são logo exibidos na França, durante o Festival Génération Court patrocinado pelo cineasta e produtor Luc Besson, e no estrangeiro. Essas exibições contam com o apoio de parceiros locais que também realizam trabalhos com vídeo. O Sacolão desde 2008 promove esse intercâmbio e nesse ano um multirão especial vai abrilhantar o evento.

Em parceria com o Imargem (coletivo de artistas do Grajaú) será construída uma tela de 7mts por 4mts para as exibições do NCA e dos demais parceiros do Sacolão. Será uma Tela artistica que mesmo quando não usada para as finalidades audiovisuais será também uma escultura interativa, uma obra muito bonita e pública.

O processo de construção é colaborativo e se utilizará de materiais recicláveis recolhidos na região, você também está convidado a contribuir com essa construção, o processo vai acontecer como já dito de 23 à 27/08 o dia todo estaremos trabalhando no espaço, quem quiser e puder disponibilizar um tempo em algum desses dias para nos ajudar será bem vindo. Inauguraremos a tela no dia 27/08 às 20hs com a exibição de curtas dos realizadores dos subúrbios Parisienses e com o documentário "Entrevias" do grupo Beringela Filmes.

Assista o vídeo de chamada e sinta-se convocado:

sábado, 20 de agosto de 2011

Grajaú: Um Desenho de Cultura, na Mostra Cinema na Laje



Salve povo!

Há 2 semanas a Cooperifa vem realizando a Primeira Mostra cinema na Laje, um trabalho muito bonito que tem lotado a laje do Zé Batidão com o melhor da produção popular de cinema e vídeo.

Na próxima segunda feira 22/08, será exibido uma série de nome olhares extremos, e um dos vídeos será "Grajaú:Um desenho de cultura", vídeo produzido pelo NCA em parceria com o instituto pólis, discutindo o mapeamento cultural realizado na região. Espero ve-los por lá, forte abraço!

Segue à baixo programação do dia e a programação completa no cartaz:

Grajaú: Um Desenho de Cultura


Sinopse: Por que fazer um mapeamento dos ativistas culturais do Grajaú? Qual o intuíto? Por que fazer um documentário sobre esse mapeamento? Como seria isso? Ninguém melhor que os próprios movimentos de cultura em questão pra responder essas perguntas, não?
Artistas do distrito do Grajaú discutem como fazer um documentário e qual o potencial de sua arte no contexto em que vivem e trabalham.

Produção: NCA, Humbalada, Imargem, Morro da Macumba, Balaio Cultural e Instituto Pólis.
Direção: Fernando Solidade, Daniel FagundeS, Diego FF. Soares e André Luiz Pereira.
Tipo:
Doc
Formato: Mini DV
Ano: 2010
Origem: Brasil (SP)
Fotografia: NCA
Duração: 39 min.

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Onde São Paulo Acaba

Sinopse: Futebol, rap, violência e drogas. Um dia na periferia sul de São Paulo.

Direção: Andréa Seligmann
Tipo: Ficção
Formato: 35mm
Ano Produção: 1995
Origem: Brasil (SP)
Cor / PB: cor
Duração: 12 min.
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Grajaú, Onde São Paulo Começa

Sinopse: Articulado a partir da ideia de um "street movie", "Grajaú, onde São Paulo começa", conduz sua narrativa a partir dos percursos e inquietações de vários artistas que vivem neste carente e populoso bairro no extremo sul da cidade de São Paulo às margens do maior reservatório hídrico da cidade.
Fugindo dos estereótipos de violência e pobreza, o documentário busca construir a imagem deste imenso bairro paulistano através da arte e da geografia fugindo aos clichês convencionais associados à cidade.

Direção: João Claudio de Sena
Tipo: Doc
Formato: Vídeo DV
Ano: 2011
Origem: Brasil (SP)
Fotografia: João Claudio de Sena
Duração: 25 min.



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

5º Sarau da Roça

Vamô Chegá povo,
Um ano de Sarau da Roça e quem é presenteado é você, venha celebrar a cultura popular
na roça mais poética de Cajamar, fogão de lenha, música, contação de causos e muito mais!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

2º Festival de Vídeo nas Escolas

Olá!

Você conhece ou trabalha com projetos de audiovisual em escolas?
Então preste atenção, divulgue e se inscreva!


Estão abertas as inscrições do 2º Festival de Vídeo nas Escolas que o Coletivo Nossa Tela está realizando.

Estamos com inscrições abertas para filmes de professores e alunos do ensino básico até 29 de agosto e o Festival será 14, 15 e 16 de outubro, no Cine Olido, em São Paulo.

As inscrições podem ser feitas online, no site www.kinooikos.com. Mas antes confira informações mais detalhadas.

Está é uma iniciativa independente do Coletivo Nossa Tela, sem qualquer financiamento público e privado que tem como objetivo criar um espaço de visibilidade as iniciativas audiovisuais que estão rolando nas escolas. O projeto é apoiado pelo Sinpro-SP, Cine Olido, Programa Ondas do Rádio da Secretaria Municipal da Educação e Associação Cultural Kinoforum.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Saraus dos Saraus

Vamô chegá povo, esse é o Sarau dos Saraus, comemorando 4 anos de Sacolão das Artes!

domingo, 31 de julho de 2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Quermesse no Sacolão das Artes

Venha curtir nosso Araial!

Projeção de vídeos, encontro de violas e barracas de comida típica.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Trabalhadores da Cultura vão à luta!

Salve povo,

Nós do NCA sabemos bem o que é tomar calote de Edital,
nosso projeto Videoteca popular foi contemplado pelo prêmio de mídia livre em 2010 e estamos há um ano sem receber. Por isse e tantos outros motivos parecidos em todo Brasil apoiamos essa iniciativa!

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GRANDE MANIFESTAÇÃO DOS TRABALHADORES DE CULTURA EM LUTA.
É CHEGADA A HORA DE PERDER A PACIÊNCIA!
· Os Trabalhadores de Cultura de São Paulo perderão completamente a Paciência dia 25 de julho de 2011 às 14h na Rua Apa, 83 – Santa Cecília, Próx. ao Castelinho da Av. São João e Funarte SP numa grande e extensa Programação.
· Dinheiro público para o interesse público: Emprego, Educação, Saúde, Cultura, Esporte, Moradia!
· Pelo fim das Leis de Incentivo Fiscal! Verbas públicas pra políticas públicas de Cultura!
· Pela imediata implantação da Lei que institui o projeto “Prêmio Teatro Brasileiro”!
· Liberação já dos 2/3 do orçamento da União para o Ministério da Cultura!
· Pela transformação do projeto “Lei de Fomento ao Teatro Brasileiro” em lei extensiva às outras áreas artísticas (artes plásticas, dança, circo, música, culturas populares, literatura e cinema) e o encaminhamento através do executivo deste projeto como um projeto de governo com dotação orçamentária própria!
· Pela imediata votação da PEC 236 – Cultura como Direito Social e imediata votação da PEC 150 – 2% do orçamento da União pra Cultura.
· Pela imediata publicação de todos os Editais.
Compareça! Dia 25 de Julho às 14h - Informações: (11) 8121-6554 ou 9681-3426
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GRANDE MANIFESTAÇÃO DOS TRABALHADORES DE CULTURA EM LUTA.
É CHEGADA A HORA DE PERDER A PACIÊNCIA!
· Os Trabalhadores de Cultura de São Paulo perderão completamente a Paciência dia 25 de julho de 2011 às 14h na Rua Apa, 83 – Santa Cecília, Próx. ao Castelinho da Av. São João e Funarte SP numa grande e extensa Programação.
· Dinheiro público para o interesse público: Emprego, Educação, Saúde, Cultura, Esporte, Moradia!
· Pelo fim das Leis de Incentivo Fiscal! Verbas públicas pra políticas públicas de Cultura!
· Pela imediata implantação da Lei que institui o projeto “Prêmio Teatro Brasileiro”!
· Liberação já dos 2/3 do orçamento da União para o Ministério da Cultura!
· Pela transformação do projeto “Lei de Fomento ao Teatro Brasileiro” em lei extensiva às outras áreas artísticas (artes plásticas, dança, circo, música, culturas populares, literatura e cinema) e o encaminhamento através do executivo deste projeto como um projeto de governo com dotação orçamentária própria!
· Pela imediata votação da PEC 236 – Cultura como Direito Social e imediata votação da PEC 150 – 2% do orçamento da União pra Cultura.
· Pela imediata publicação de todos os Editais.
Compareça! Dia 25 de Julho às 14h - Informações: (11) 8121-6554 ou 9681-3426
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GRANDE MANIFESTAÇÃO DOS TRABALHADORES DE CULTURA EM LUTA.
É CHEGADA A HORA DE PERDER A PACIÊNCIA!
· Os Trabalhadores de Cultura de São Paulo perderão completamente a Paciência dia 25 de julho de 2011 às 14h na Rua Apa, 83 – Santa Cecília, Próx. ao Castelinho da Av. São João e Funarte SP numa grande e extensa Programação.
· Dinheiro público para o interesse público: Emprego, Educação, Saúde, Cultura, Esporte, Moradia!
· Pelo fim das Leis de Incentivo Fiscal! Verbas públicas pra políticas públicas de Cultura!
· Pela imediata implantação da Lei que institui o projeto “Prêmio Teatro Brasileiro”!
· Liberação já dos 2/3 do orçamento da União para o Ministério da Cultura!
· Pela transformação do projeto “Lei de Fomento ao Teatro Brasileiro” em lei extensiva às outras áreas artísticas (artes plásticas, dança, circo, música, culturas populares, literatura e cinema) e o encaminhamento através do executivo deste projeto como um projeto de governo com dotação orçamentária própria!
· Pela imediata votação da PEC 236 – Cultura como Direito Social e imediata votação da PEC 150 – 2% do orçamento da União pra Cultura.
· Pela imediata publicação de todos os Editais.
Compareça! Dia 25 de Julho às 14h - Informações: (11) 8121-6554 ou 9681-3426



DIA 25 DE JULHO A BOMBA VAI EXPLODIR!

TRABALHADORES DE CULTURA PERDERÃO COMPLETAMENTE A PACIÊNCIA!

É chegada à hora de mandar nosso recado.
Estamos construindo uma das maiores manifestações que as categorias artísticas e culturais de São Paulo já conseguiram reunir.
Foram muitas Plenárias que contaram com a presença de mais 600 pessoas e grupos de várias partes e cidades da Capital Paulistana aprofundando sobre o descaso da política cultural privatizante deste país.
E depois de tanto trabalho e discussões creio que agora temos um pouco mais de maturidade e acúmulo histórico pra se reunir numa luta que nos unifique como trabalhadores culturais e artísticos e não meros agentes de eventualidades, como ainda hoje é tratado o nosso fazer Cultural.

Dia 25 de julho (Segunda-feira) às 14h
Na Rua Apa, 83 – Santa Cecília.

Próximo ao Castelinho da Av. São João e da Funarte São Paulo nos encontraremos pra uma grande e extensa Programação.
Informações: (11) 8121-6554 ou 9681-3426

Aos descontentes, descrentes, indignado@s, indigestos e explorado@s por esta falsa política de migalhas essa é uma convocatória de chamamento pra juntar-se a nós e mandar nosso recado a Senhora Presidenta da República Dilma Rousseff e aos seus assessores e ministros que fingem nos ouvir.

Como militantes reservem a data do dia 25 pra Cultura deste país, pois a Manifestação não terá horário pra acabar.

Compareça e junte-se a todo@s nós!

Por favor, ajudem na divulgação.
É muito importante que venham representantes de todos os grupos e estudantes das artes e culturas em geral.

http://www.cooperativadeteatro.com.br/
http://movimento27demarco.blogspot.com
http://rodadofomento.blogspot.com/
http://mtrsaopaulo.blogspot.com/
____________________________________

AÇÃO URGENTE DOS GRUPOS E OU INDIVÍDUOS

POSTAR SEUS VÍDEOS / PROTESTOS NO YOUTUBE CONTRA O DESCASO À POLÍTICA CULTURAL NO PAÍS E MANDAR O LINK PRA COMISSÃO DE AGITPROP

Importantíssimo!!!

Cada grupo e ou indivíduo deve mandar uma mensagem ao governo e à população brasileira sobre o descompromisso do poder público com a Cultura do País.
Depois de anos de discussão política sobre as necessidades e anseios da cultura por um direcionamento a uma política estruturante, nada foi feito neste sentido e por isso neste momento vamos todo@s mostrar nosso descontentamento.
É de extrema importância colocar o seu posicionamento como fazedor cultural.
Não é justo esse corte na nossa já mísera verba pra Cultura.

Os vídeos postados por todo@s devem ter limite de no máximo 1 minuto.

Mandar LINK para:
Osvaldo Pinheiro – oswaldpinha@yahoo.com.br
Celso Reeks – cersim@artistasnarua.com.br


ORIENTAÇÃO:
- Podem postar um vídeo com todas as pautas ou um vídeo por assunto.
- Cada vídeo deve ter uma legenda pra facilitar a compreensão do texto.
- O título sugerido pela comissão pra postagem é: “Trabalhadores da Cultura é Hora de Perder a Paciência + (Nome do grupo ou indivíduo)”.

- Indicação de Conteúdo pra Postagem:
1 - Podemos partir da pergunta: “Porque é Hora de Perder a Paciência?”.
2 – Se colocar contra a atual política ou a falta dela no Governo Federal.
3 – Exigir a imediata votação da PEC 236 que prevê a cultura como direito social.
4 - Imediata votação da PEC 150, que garante que 2% do orçamento da União seja destinado à Cultura, nos padrões propostos pela ONU pra que assim tenhamos recursos que possibilitem o tratamento merecido à cultura
brasileira.
5 – Repudiar o atual Contingenciamento de 2/3 do Orçamento da Cultura.
6 – Imediata aprovação do Prêmio Teatro Brasileiro (Cada área fala da sua pauta especifica).

Abaixo Vídeos já publicados:

Cia. Estável de Teatro
http://www.youtube.com/watch?v=3rJXhJy7GSw

Kiwi Cia de Teatro
http://youtu.be/oCcyYroWato

Estudo de Cena
http://www.youtube.com/watch?v=DSu0NPbwy1E&feature=youtu.be

Última Plenária antes da manifestação dia 19 de julho
http://www.youtube.com/user/TUOV1

___________________________________________

Campanha Fundo de Caixa pra Mobilização

É importantíssima a contribuição dos grupos e ou indivíduos pra construção dessa luta pra que tenhamos autonomia de pautar as nossas demandas e não ficarmos presos aos interesses de nenhum governo de plantão.
Por isso, solicitamos a todo@s que a partir de hoje conversem com seus pares e façam as suas contribuições.
Teremos até o dia 25 pra recolher, assim como também depois do dia da ação, pois teremos muitos gastos.

Caso queiram sugerir uma data pra contribuição favor entrar em contato com Luiza Maia e Bruna Amado pra encontrá-las e ou fazer depósito:

luizamaia13.b@gmail.com
brunaamadoi@yahoo.com.br
7200-5546
____________________________________

Dia 25 de julho cada militante deve levar uma camiseta que não tenha nada escrito

Imprimiremos a frase:
“Trabalhadores da Cultura
É Hora de Perder a Paciência”.

Faremos umaTela de Silkscreen pra imprimir a mensagem.
____________________________________

Abaixo Manifesto que deve ser enviado a tod@s os grupos parceir@s para uma ampla divulgação via internet, leitura após os espetáculos que estão em cartaz, revistas, brochuras etc.

MANIFESTO DOS TRABALHADORES DE CULTURA
ACLAMADO
É HORA DE PERDER A PACIÊNCIA!

O Movimento de Trabalhadores da Cultura, aprofundando e reafirmando as posições defendidas desde 1999, em diversos movimentos como o Arte Contra Bárbarie, torna pública sua indignação e recusa ao tratamento que vem sendo dado à cultura deste país. A arte é um elemento insubstituível para um país por
registrar, difundir e refletir o imaginário de seu povo. Cultura é prioridade de Estado, por fundamentar o exercício crítico do ser-humano na construção de uma sociedade mais justa.
A produção artística vive uma situação de estrangulamento que é resultado da mercantilização imposta à cultura e à sociedade brasileiras. O Estado prioriza o capital e os governos municipais, estaduais e federal teimam em privatizar a cultura, a saúde e a educação. É esse discurso que confunde política para a
agricultura com dinheiro para o agronegócio; educação pública com transferência de recursos públicos para faculdades privadas; incentivo à cultura com Imposto de Renda doado para o marketing, servindo a propaganda de grandes corporações. Por meio da renúncia fiscal – em leis como a Lei Rouanet - os governos transferiram a administração de dinheiro público destinado à produção cultural, para as mãos das empresas.
Dinheiro público, utilizado com critérios de interesses privados. Política que não amplia o acesso aos bens culturais e principalmente não garante a produção continuada de projetos culturais.
Em 2011 a cultura sofreu mais um ataque: um corte de 2/3 de sua verba anual. De 0,2% ou 2,2 bilhões de reais, foi para 0,06% ou 800 milhões de reais do orçamento geral da União em um momento de prosperidade da economia brasileira. Esta regressão implicou na suspensão de todos os editais federais de
incentivo à Cultura no país, num processo claro de destruição das poucas conquistas da categoria. Enquanto isso, a renúncia fiscal da Lei Rouanet não sofreu qualquer alteração apesar das inúmeras críticas de toda a sociedade.

Trabalhadores da Cultura, é HORA DE PERDER A PACIÊNCIA: Exigimos dinheiro público para arte pública!

Arte pública é aquela financiada por dinheiro público, oferecida gratuitamente, acessível a amplas camadas da população – arte feita para o povo. Arte pública é aquela que oferece condições para que qualquer trabalhador possa escolhê-la como seu ofício e, escolhendo-a, possa viver dela – arte feita pelo povo. Por uma arte pública, tanto nós, trabalhadores da cultura, como toda a população em seu direito ao acesso irrestrito aos bens culturais, exigimos programas – e não programa único – estabelecidos em leis com orçamentos próprios. Exigimos programas que estruturem uma política cultural contínua e independente – como é o caso do Prêmio Teatro Brasileiro, um modelo de lei proposto pela categoria após mais de 10 anos de discussões. Por uma arte pública exigimos Fundos de Cultura, também estabelecidos em lei, com regras e orçamentos próprios a serem obedecidos pelos governos e executados por meio de editais públicos, reelaborados constantemente com a participação da sociedade civil organizada e não dentro dos gabinetes. Por uma arte pública, exigimos a imediata votação da PEC 236, que prevê a cultura como direito social, e também imediata votação da PEC 150, que garante que o mínimo de 2% ( hoje, 40 bilhões de reais) do orçamento geral da União seja destinado à Cultura, nos padrões propostos pela ONU, para que assim tenhamos verbas que possibilitem o início de um tratamento devido à cultura brasileira.
Por uma arte pública, exigimos a imediata publicação dos editais de incentivo cultural que foram suspensos, e o descontingenciamento imediato da já pequena verba destinada à Cultura. Por uma arte pública, exigimos o fim da política de privatizações e sucateamentos dos equipamentos culturais, o fim das leis de incentivo fiscal, o fim da burocratização dos espaços públicos e das contínuas repressões e proibições que os trabalhadores da cultura têm diariamente sofrido em sua luta pela sobrevivência. Por uma arte pública queremos ter representatividade dentro das comissões dos editais, ter representatividade nas decisões e deliberações sobre a cultura, que estão nas mãos de produtores e dos interesses do mercado.
Por uma arte pública, hoje nos dirigimos a Senhora Presidenta da República, Dilma Rousseff, ao Senhor Ministro da Fazenda e às Senhoras Ministras do Planejamento e Casa Civil, já que o Ministério da Cultura, devido seu baixo orçamento encontra-se moribundo e impotente. Exigimos a criação de uma
política pública e não mercantil de cultura, uma política de investimento direto do Estado, que não pode se restringir às ações e oscilações dos governos de plantão. O Movimento de Trabalhadores da Cultura chama toda a população a se unir a nós nesta luta.

terça-feira, 14 de junho de 2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Avaaz denuncia irresponsabilidade de Dilma com as florestas e nações indigenas brasileiras e apoia Cacique Raoni contra usina Belo Monte


Caros amigos brasileiros,


A presidente Dilma deu o sinal verde para a construção da barragem de Belo Monte que destruirá enormes áreas da Amazônia. As notícias levaram o cacique Raoni, líder do povo caiapó, às lágrimas. Vamos apoiá-lo e gerar um grande volume de ligações para a presidente Dilma pedindo para ela impedir a construção de Belo Monte e defender a Amazônia!

LigueAgora!
A presidente Dilma acabou de aprovar a construção de Belo Monte, a barragem que irá devastar uma grande área da Amazônia, destruíndo o Rio Xingú. O cacique Raoni chorou ao prever o futuro do povo caiapó, que será duramente afetado pela represa. Agora suas lágrimas estão inspirando milhões de pessoas a agir para impedir Belo Monte, e nós podemos ajudar a fazer a diferença.

Nos dias seguintes ao anúncio, uma crescente onda de protestos varreu o país e ontem o Ministério Público Federal do Pará entrou com a 11a. ação civil criminal contra Belo Monte pelo não cumprimento de medidas prévias exigidas para preparar a região para os impactos sócio-ambientais. A pressão sobre a presidente Dilma está se intensificando e se mais brasileiros agirem, nós podemos ter um impacto importante em conseguir reverter a situação.

O governo ainda pode impedir Belo Monte e desenvolver estratégias de energia alternativa sem destruir a Amazônia nem violar os direitos dos povos indígenas e ribeirinhos da região, mas isso só vai acontecer se um número suficiente de brasileiros se manifestarem. Nos próximos dias, vamos apoiar o cacique Raoni telefonando intensamente para a presidenta Dilma pedindo para ela salvar a Amazônia. Veja abaixo o número para o qual ligar e o que dizer. Depois de ligar, veja abaixo o link para compartilhar os detalhes de sua chamada com milhares de brasileiros.

Estes são os números de telefone para ligar para a presidente Dilma

(61) 3411-1225
(61) 3411-1200
(61) 3411-1201


Aqui estão algumas sugestões do que dizer – lembre de ser educado e respeitoso ao ligar.

-Eu estou ligando para insistir que o projeto da usina de Belo Monte seja interrompido
-Construir a usina destruirá 400.000 acres de floresta tropical Amazônica - um desastre para animais, plantas, e pessoas que dependem desse ecossistema sensível para viver
-40% dos requisitos em saúde, educação, saneamento e proteção às terras indígenas não estão sendo garantidos pelo consórcio Norte Energia S.A. (NESA)
-Violência e especulação de terras cresceram nos últimos meses enquanto saúde, educação e saneamento são escassos na área de Belo Monte
-Nós devemos impedir Belo Monte agora, antes que o povo caiapó tome medidas desesperadas e arrisque suas vidas por causa da usina de Belo Monte

Se não conseguir completar a ligação, continue tentando -- isso significa que estamos congestionando as linhas e tendo um impacto.

Depois de fazer sua ligação, clique abaixo para compartilhar os detalhes de sua ligação:

http://www.avaaz.org/po/stand_with_chief_raoni/?cl=1105804420&v=9339

O Brasil tem o potencial de ser o maior líder mundial em proteção ambiental, e no ano que vem vai sediar o Rio+20. Porém neste momento, quando outras nações olham para o Brasil, elas vêem um país prestes a destruir florestas tropicais com as alterações no Código Florestal e tirar à força as pessoas de suas terras. Juntos nós podemos salvar a reputação do Brasil pedindo para a presidente Dilma defender o meio ambiente -- e construir um futuro de que todos nós, das tribos ao longo do Xingú aos netos das famílias urbanas, podemos ter orgulho.

Com esperança,

Ben, Iain, Ricken, Laura, Graziela e toda a equipe Avaaz

Mais informações:

Ibama concede licença e obra da usina Belo Monte é iniciada
http://www.dci.com.br/Ibama-concede-licenca-e-obra-da-usina-Belo-Monte-e-iniciada-1-376000.html

Cientistas encaminham a Dilma Rousseff protesto contra Belo Monte
http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/06/cientistas-encaminham-dilma-rousseff-protesto-contra-belo-monte.html

Assembléia Geral da OEA recebe denúncia sobre Belo Monte
http://www.xinguvivo.org.br/2011/06/06/assembleia-geral-da-oea-recebe-denuncia-sobre-belo-monte/

Ibama ignora MPF e OEA e libera licença para obras de Belo Monte no Rio Xingu
http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3350

MPF ajuiza a 11ª ação civil pública contra Belo Monte
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/06/06/mpf-ajuiza-a-11-acao-civil-publica-contra-belo-monte.jhtm

Nós, indígenas do Xingu, não queremos Belo Monte :: Cacique Bet Kamati Kayapó, Cacique Raoni Kayapó Yakareti Juruna
http://www.noticiasdaamazonia.com.br/11999-nos-indigenas-do-xingu-nao-queremos-belo-monte-cacique-bet-kamati-kayapo-cacique-raoni-kayapo-yakareti-juruna/

MP diz que governo quer intimidar procuradores no caso Belo Monte
http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios+industria,mp-diz-que-governo-quer-intimidar-procuradores-no-caso-belo-monte,68838,0.htm


Apoie a comunidade da Avaaz! Nós somos totalmente sustentados por doações de indivíduos, não aceitamos financiamento de governos ou empresas.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sarau da Ademar nesse domingo!

Vamô chegá povo, pois ali é familia...

sábado, 4 de junho de 2011

Marx ou seu Madruga? Eis a questão...


A resposta ideal seria os 2. Mas cada qual com sua contribuição, cada qual com seus erros e acertos. Porém, se perguntássemos à qualquer pessoa advinda de alguma periferia do Brasil, é bem provável que a maioria escolhesse Seu Madruga como referencial teórico. Isso é ruim e é bom. É ruim por que reflete uma exclusão do povo a um saber histórico importante, mas por outro lado dá novas saídas e interpretações de rumos possíveis para o fim das desigualdades que não só o já surrado marxismo.


Desde que comecei a me enveredar pelos caminhos da luta popular, sempre me soou muito estranho o fato de que o socialismo marxista fosse quase um consenso como postura política dos movimentos sociais. Não pelo fato de a teoria ser errônea ou por não ter coerência com a luta a ser feita, mas simplesmente por que me parecia algo sempre externo ao que de fato o povo envolvido tinha por conteúdo teórico. Infelizmente a igreja católica ortodoxa foi historicamente o grande ponto de referência educacional para a construção do modelo de ensino nas camadas populares, modelo esse oriundo de uma deturpação do próprio pensamento cristão em prol das injustiças do capitalismo.


Além da igreja e da família, ganhamos nos últimos 30 anos um outro elemento importante na formação das pessoas de baixa renda, a TV que, por sua vez, é desde a década de 70, uma potência informacional e hoje em dia praticamente um membro da família, que almoça, janta e toma café ao lado dos cidadãos. Nesse contexto, é bem simples imaginar que Seu Madruga seja uma figura mais emblemática que Marx para a massa, afinal ele é quem sempre esteve presente nas tardes depois da escola nos lares das periferias, diferente do Marx que mofava em alguma prateleira de biblioteca.



As últimas pesquisas realizadas sobre o tempo de exposição de crianças a TV são de fato assustadoras, as brasileiras são as que mais veem TV no mundo, com uma média de quase 5 horas por dia. E caiam da cadeira, pois a média de leitura das crianças brasileiras é de um livro por ano. Agora, a pergunta que não quer calar: Quem tem mais influência na educação das crianças brasileiras das camadas populares atualmente?

a) A família?
b) A igreja?
c) A televisão?

Como diria “Jack, o estripador”, vamos por partes!

Tópico a:

Pensemos no conceito de família em grande parte das periferias do Brasil: numa casa pequena, numa comunidade enorme em um espaço também pequeno, a maioria dos lares tem a mãe como principal provedora, depois é claro, da debandada da maioria dos pais que fazem seus filhos e fogem da situação. Os responsáveis da família, sempre com pouquíssima instrução ou nenhuma, caso comum pelo fato de ter de abandonar a escola cedo para trabalhar. Nesses lares, para que as mães trabalhem cuidando dos filhos da classe média alta, as crianças mais velhas cuidam das mais novas, e devido à falta de locais dedicados a lazer e educação de período integral, a TV cai como uma luva, pois é o tranqüilizante, sossega leãozinho que segura, por um mínimo tempo que seja, a criança dentro do espaço minúsculo que ela chama de casa. Há uns 20 anos atrás, pelo fato de a internet não ser tão presente, eu já assistia muita TV, mas pegava boa parte do dia para as atividades de rua, futebol, pipa, pião, bolinha de gude entre outras, porém a maioria das crianças na atualidade quando saem de casa pra se divertir durante o dia, vão pra uma lan house. Tornaram-se mais raros que onça parda os jovens da bolinha de gude e do pião. E a internet, sem a educação, faz das lan houses uma obviedade do mal, 50% dos computadores ligados em jogos meramente desestressantes como Counter Strike, outros 45% em sites de relacionamento, dos últimos 5%, 3% estão fazendo trabalhos de escola no melhor modelo control C/control V e apenas 2% devem de fato estar pesquisando algo. Triste, né? Mas com a jornada de trabalho dos pais, como conter essa situação? As mães solteiras nem ao final de semana têm sossego, pois têm de dar conta de seus lares nesses dois dias, pois é o tempo que tem, imagina se na hora que ela decide descansar, o filho lhe pergunta: "Mãe o que é mais valia?". Essa nem o Marx responderia, aliás, o mesmo não era lá o melhor referencial de pai em sua época, já que 3 de seus 6 filhos morreram de inanição, e um bastardo ele simplesmente deu a seu melhor amigo Engels para que criasse eu seu lugar. Seu Madruga aí teria muito a ensinar a ele já que sempre foi pai solteiro e, ainda que na malandragem, nunca abriu mão da criação de sua filha.


Vamos para o tópico b, as igrejas.

Podemos dizer que em outros tempos já foram bem mais poderosas nas quebradas, principalmente a católica, mas seguem fortes mantendo uma velha regra na geografia social: uma igreja, um bar e uma lan house. Lógica não à toa desta forma. Igreja pra escorar as angústias da mãe (quase sempre abandonada pelo companheiro), sem perspectivas para os filhos, reprimida em seus desejos femininos, cansada. Bar para curar a insegurança do homem, que não tem coragem de assumir a vida que construiu, que não encontra força pra mudar o caminho, que só se sente poderoso na farsa do coleguismo de boteco. E lan house, como já foi dito, pra apaziguar a energia dos filhos.

As igrejas evangélicas são hoje um caso interessante, tornaram-se um micro poder fundamental no panorama social brasileiro. São moderninhas, permitem saias mais curtas, permitem rap, rock e funk do senhor, cortes de cabelo diferentes e até tv. Resignificaram seus pecados e como toda boa empresa ampliaram seu nicho de mercado. E são respeitadas, o PCC, por exemplo, só permite desfiliação mediante conversão. Logo, pastores e pastores vão se multiplicando, dentro e fora dessa lógica. Barões e plebeus, anjos e demônios, juízes e réus. Pois é, existem até caras sérios nessa parada, caras que exercem sua espiritualidade de maneira pacífica e são valiosos para os corações amargurados do lugar.
Como são muitas as casas de oração e como não há restrições para se abrir uma filial, até cabeleireiros depois do expediente tornam-se igrejas e lá a oratória derrama seus verbos, sua "fé". Mas hoje em dia quem tem fé de verdade? Nem em si mesmas as pessoas acreditam, quiçá em deuses, mesmo os mais “pop-stars” se quebram diante do status do mercado e é aí que o principal fenômeno da atualidade manifesta seu poder.


Tópico c:

A TV, ou melhor, Deus, ou melhor, o caso de amor, ou melhor, o educador, enfim, o pai, a mãe, você!
Vixi... é ai que a coisa fede. Na pasmaceira do dia-a-dia deixamos de tomar as rédeas de nossa vida e a entregamos fácil nas mãos do pré-moldado tubo infecto televisivo, queremos sua fama, seus produtos, sua ideologia, sua vida. Lá tem tudo, não é mesmo?? Deixemos as crianças por lá então né? Gostaria de responder não, pelo amor de deus! Mas infelizmente a resposta social tem sido sim.



Educados pela Tv, praticamente 4 gerações assistiram ao seriado "Chaves" do SBT e puderam se encontrar numa realidade muito comum. No Chaves o personagem principal é uma criança abandonada (o próprio Chaves), numa vila com muitos lares desestabilizados. Dona Florinda, mãe solteira com seu filho Quico, Glória com sua "sobrinha" Paty, Seu Madruga e sua filha Chiquinha, além da solitária dona Clotilde. As crianças são vividas por personagens adultas que usam roupinhas infantis, uma bizarrice essencial quando pensamos na responsabilidade que adultiza as crianças nas periferias da América Latina. Enfim, uma ficção muito interessante, mas que também traz situações desconcertantes, com violência e injustiças sociais. Contraponto incompatível ao fenômeno das novelas da época que traziam a vida invejável das elites e seus conflitos idiotas.


Marx, do seu ponto de vista, também estabeleceu a crítica à burguesia e foi extraordinário ao revelar a estrutura do capitalismo e sua lógica de exploração. Mas, ao meu ver, seu grande erro é entender o conflito como via primordial da existência humana, quando resumiu a humanidade à luta de classes, quando pensou na ditadura do proletariado. Pra mim uma teoria vingativa, que não nos levará ao empate do jogo de classes e sim à eterna guerra entre oprimidos e opressores. Eu acredito na célebre frase do velho Madruga que diz que "a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena". Pra mim, o contexto só mudará quando nos tornarmos mais amáveis, mais respeitosos. E é bom lembrar: amor não é só perdão, quem ama cuida e quem cuida critica, briga, desata, reata, constrói. O que os durões socialistas que almejam pegar em armas não pensam é que matar é matar, independente do lado que você esteja. Acredito na via que responsabiliza a todos pelo problema atual, não sou melhor porque nasci em periferia, não sou melhor por que tenho uma história triste pra contar, nem são melhores ou piores os que nasceram em berço de ouro. Sei que os escravocratas foram e são um desastre do ponto de vista humano, mas sei que também foram desastrados os que se deixaram escravizar. Somos mais que essa eterna guerra, precisamos resolver nossas contradições internas. Pois assim como Marx não foi marxista, Ramón Valdés não foi Seu Madruga em sua vida pessoal. Precisamos aprender a ver um humano imperfeito e maravilhoso em cada pessoa que atravessa nossa vida. E viver pra construir a nova história deixando a velha história no lugar dela. Pois o futuro precisa de bases, mas não é construído por quem já morreu.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A TV está desafiando a crítica...



Quando a gente acha que já viu tudo nessa vida aí é que descobrimos que ainda há muito por vir, por ver... Ainda bem né?!
Hoje a Televisão brasileira vem passando por reformas desafiadoras que colocam a velha crítica no bolso, deixando em nossas cabeças uma nova pergunta: -O que queriamos afinal?
Agora mais do que nunca está difícil dizer que negro só faz papel de empregado ou bandido em novela, Taís Araujo e Lázaro Ramos podem comprovar. Os personagens estão mais complexos, nem sempre o bonzinho é bonzinho até o fim e quase sempre o vilão é humanizado por histórias que o colocam também no papel de vítima de um contexto social e familiar maior, pra se ter idéia eles nem estão mais morrendo no final. Homossexuais estão ganhando papeis centrais nas tramas e se mostram cada vez menos vulgares e mais inteligentes. Até beijo homossexual tem rolado, e não é selinho não.
Luciana Vendramini com todos os problemas de saúde que teve, TOC, depressão, anemia, Paulo Ricardo (ops, brincadeirinha) e uma sucessão de polêmicas, emergiu novamente na mídia com o primeiro beijo entre duas pessoas do mesmo sexo da televisão brasileira. Numa novela que já é polêmica na sintese, já que fala de um tema delicadíssimo para a mídia nacional "a ditadura".
Até as propagandas mudaram, imagine que a coca-cola está falando contra as guerras e se colocando ao lado dos bons, que segundo a mesma, são a maioria. O itaú faz comerciais que mais parecem teses de filosofia, ainda que a figura dos banqueiros esteja pra lá de queimada. A atual novela da globo por exemplo "insensato coração", tem como vilão um banqueiro, que é capaz de matar a própria mulher para garantir as maracutaias em dia. Me pergunto: E agora como criticar a TV nesse contexto?
Ela está exorcisando seus demônios, assimilou todos os discurssos e fez seu caldo grosso pra servir à todos. Os movimentos sociais vão falar de que agora?
Sei lá, talvez a questão esteja bem aí, deixar os movimentos sem ter o que falar. Vejo que boa parte do movimento negro ficou feliz em ver o Lázaro Ramos como galã, assim como festejou Obama na dirigência da Casa Branca. Mas as coisas continuam da mesma forma. O galã negro em questão é tão fútil e mesquinho como qualquer outro playboy branco. E o Obama se mostra cada vez mais a favor das guerras e da supremacia norte americana. Falar dos valores da cultura negra eu não vejo, as cotas então nem devem entrar na pauta.
Tudo tem um por que nessa enxurrada de bom samaritanismo. Estão apenas se adequando ao novo mercado. A televisão como qualquer outra ferramenta do capitalismo se move conforme a dança, é especialista nisso, históricamente vem dando exemplos nesse sentido. Na época em que era bonito ser rebelde ela lançou a série "Anos dourados", quando a reforma agrária estava fortemente em questão ela colocou no ar a novela "O rei do gado", se é preciso falar de preconceito, de política, de relação e até mesmo de favela ela sempre tem um produto audiovisual que cai como uma luva na consciênciua coletiva e assim apaziguados "venceremos" ou consumiremos, enfim. Segundo o IBGE, 10% da população brasileira é homossexual. Isso corresponde à cerca de 18 milhões de habitantes, que gastam 30% a mais que os heterossexuais, imagine por que os homossexuais tem ganhado tanto espaço na mídia, será que por conta de um propósito social humanizador? Por que tem direito a voz como todas os outros setores sociais? Não é necessário responder. Reconheço, foi um grande passo a ser dado pela teledramaturgia nacional, mas o fato é que sendo duas mulheres eles ainda alimentam o fetiche masculino, pensem se fossem dois homens como seria? Se liga no comentário que tinha anexo à uma materia sobre a questão no site da Yahoo:

Camila Miranda ter 17 de Mai de 2011 15:09
Deus fez o homem para a mulher,e mulher para o homem,por isso os orgaos sexuais sao diferentes,os pensamentos,as astitudes,por isso nao se da para gerar um filho. Homoxealismo é promiscuo,não é o que Deus quer para nós. Acordem,é o fim dos tempos...

A questão que deve ficar clara é que tudo que puder se tonar meio para vender produtos e serviços é bem vindo à TV, por isso ela não regeita ninguém, é claro que qualquer um que queira estar junto tem de jogar com suas regras, mas isso é assim em qualquer outro grupo social, mesmo dentre os Marxistas ortodoxos.
Nem as crianças escapam dessa lógica, o Brasil pra se ter idéia, é o país onde as crianças mais vêem TV no mundo, cerca de 4 horas e meia por dia, imagina quanto se pode vender com olhares tão frágeis aos apelos de consumo? Pra TV atual, foda-se quem você é e o que suas idéias estão propagando, fodam-se as consequências, o que interessa é o ibope e o dinheiro que ele carrega.
Mas existe uma boa lição que pode ser tirada da lógica televisiva, eles são ótimos articuladores, trazem seus inimigos sempre bem juntinhos de si. Coisa que os movimentos populares não souberam fazer. Sempre na lógica do rompimento somos os primeiros a excluir do coletivo aqueles que se mostram alheios as teorias de novo mundo das escolas sociais e com isso estamos sempre a margem de nós mesmos. Não convidados o inimigo a se transformar conosco, pelo contrário ou caímos no jogo deles ou nos apartamos eternamente, e assim pouco mudamos a realidade, muitos pobres ainda acham que comunista come criancinha e meu maior medo é que a novela desmistifique isso.
Tentando responder a pergunta inicial, vejo que o que queríamos com as críticas sitadas era apenas ser incluídos, se ver na TV, sentir-se importantes. Uma necessidade primária e que já devia ter sido superada, mas tudo bem, se é assim por que não fazemos nós mesmos nossos canais? A internet possibilita isso hoje, projetores são acessiveis, e a rua continua sendo pública. Mas contudo sabe-se que pra que haja mudanças efetivas de modelo social precisamos que alguns pensamentos ganhem maior amplitude e nisso a Tv ainda é a única saída.
Nessa linha, há muito venho pensando em uma terminologia cunhada em uma das reuniões do coletivo de vídeo popular pelo Flávio do Cinescadão, "A Reforma da Tela". Acredito que esse é o caminho, ocupar o latifúndio audiovisual das coorporações televisivas e pautar o novo, pautar conteúdos e abordagens diferentes que por sua vez possam ser mais que meros pontos de divulgação de bens de consumo. Estar de fato inseridos nas discussões que criticam as leis que permitem que tanto tempo da programação seja dedicado a lixo mercadológico, pautar leis que restrinjam conteúdos inadequados para crianças e materiais preconceituosos em geral, sem a ipocrisia dos velhos marketeiros que defendem a pseudo-liberdade de expressão, leis que ponham em cheque a validade das concessões públicas (que de públicas num tem nada). Sempre com muito cuidado, sabe-se que esse é um terreno de fácil cooptação, logo devemos construir essa alternativa na malandragem do angoleiro capoeirista e principalmente com ideais bem claros e muita paciência.
Porém enquanto isso não se faz possível fico com a reflexão da minha companheira que me disse a seguinte frase outro dia: "Quero mais é que a televisão tenha muita porcaria, assim quem sabe o povo não se enche desliga a TV e vai mudar suas vidas na prática!"

Por Daniel FagundeS.





PS: Em breve o programa de web TV do NCA "Ocupação"

sábado, 2 de abril de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

Gol de letra!!!


Edições Toró, Sarau da Fundão e Coordenadoria de Bibliotecas da Secretaria Municipal de Cultura de SP - SMC convidam para o curso “LITERATURA, FUTEBOL E NEGAÇA".

Considerando as fintas, impedimentos e soladas das relações étnico-raciais brasileiras, abrindo rumos para vivências em Arte/Educação que contemplem questões ancestrais e urgentes da população negra e do povo brasileiro em geral. Atentando à forma e ao conteúdo (separados tantas vezes falsamente).

Com oficinas, aulas teóricas, projeção de vídeos, fotografias e músicas, leituras dramáticas e mapas.

Cinco encontros aos sábados, de 02 a 30/04/2011, sempre das 13hs às 16hs30. INSCRIÇÕES no sítio www.edicoestoro.net ou na Biblioteca tel: 5841-1259
02/04 – "100 anos jogando com a raça: discriminação, ascensão social, pátria e grandes negócios”, com Flavio Francisco (Historiador e Pesquisador das Mídias Negras do começo do Século XX) e Uvanderson Vítor (Sociólogo, Pesquisador das Desigualdades Sócio-raciais Brasileiras)
Com textos de Nelson Rodrigues, Gilberto Freire e João Antônio

09/04 - "De Retratos a Chuteiras – A Nação envergonhada", com Monica Cardim (Fotógrafa e Arte-Educadora, Mestranda em Estética e História da Arte).
Com textos de Lima Barreto

16/04: "Corpo Negro em futebol e teatro: Dramaturgias, cenas e ritual", com Evani Tavares (Atriz, Angoleira, Doutora em Artes pela UNICAMP):
Com textos de Cidinha da Silva e Oduvaldo Vianna Filho

23/04: "O baque do Maracanã 50 e o goleiro Barbosa – enquadro e projeção”, com Renata Martins (Cineasta atuante em Direção, Roteiro e Montagem. Educadora em Artes Visuais)
Com textos de Eduardo Galeano

30/04: "Do campinho ao estádio: Geografia das emoções e Imagens da bola preta" - com Billy Malachias ( Mestre em Geografia Humana, Pesquisador do NEINB/USP e Consultor do MEC)
Com textos de Plínio Marcos, José Roberto Torero e do cordelista José Soares


Na Biblioteca Helena Silveira: Rua Doutor João Batista Reimão, 146 (Atrás do Terminal Campo Limpo)

GRATUITO para 35 participantes, com distribuição de certificados ao final do curso.


Pedagoginga - mais reflexão e menos marketing, mais fogueira e menos fogos de artifício

Allan da Rosa/ Edições Toró